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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Capítulo 61- História '' Vondy Meio-Irmãos''



Dulce se olhou no espelho e se aprovou, recebeu uma mensagem de Christian: “Dulcinhaa! Vem jantar comigo hoje? Preciso te apresentar a alguém!”. Dulce riu, já imaginava quem seria, mas respondeu: “Ok, estou ansiosa, umas sete e meia passo aí, ok?. Rapidamente ele respondeu: “Ok.”. A ruiva sorriu e ficou mais um tempo se encarando no espelho. O intervalo só durava meia hora e hoje ele estava muito longo, no pensamento da adolescente. Depois desse pensamento no mesmo momento o sinal tocou, sentiu um misto de felicidade e arrependimento, aulas de Desenhos Geométricos.

Saiu do banheiro e pegou suas coisas na outra sala, se despedindo das amigas. Seguiu para a outra turma e acabou esbarrando com uma garota ali.

— Oh meu Deus, mil perdões. — A menina disse.

— Que nada, tudo bem. Eu que sou distraída demais. — Dulce riu e encarou a menina. — Novata?

— Sim, está tão na cara assim?

— Não, é só que eu nunca tinha te visto aqui. — Dulce riu mais uma vez do nervosismo da mesma. — Prazer sou Dulce e você?

— Prazer sou Zoraida.

— Você vai ter aula de Desenhos Geométricos agora também?

— Vou, mas eu ainda não sei direito a sala.

— Bom, então venha que eu te levo.

— Aí muito obrigada Dulce. — Ela sorriu.

— Pode me chamar de Dul. — A ruiva sorriu de volta.

Elas foram para a sala e lá a novata foi apresentada a todos. Dulce conversava com ela e parecia que se conheciam a anos. Era incrível, assim que as aulas acabaram a ruiva foi para casa, mais uma vez seguida da tagarela e histérica Anahí. Ela só falava sobre a seleção.

— Dul, lembra de quando fomos líderes quando criança?

— Faz tanto tempo!

— Mas então, isso pode nos ajudar!

— Aí Annie, não estou levando fé nisso.

— Então vamos treinar.

— Ah claro, treinar de um dia para o outro vai adiantar o que?

— Vamos nos aperfeiçoar! Dul, nós erámos as melhores a uns cinco anos atrás e temos talento. Óbvio não vamos chegar lá fazendo uma daquelas pirâmides e dando saltos maravilhosos, porém vamos mostrar que queremos isso se vamos nos dedicar ao máximo.

— Ok, tudo bem a gente treina um pouco.

— Aí é tudo o que eu sempre quis em toda a minha vida! — Anahí deu um gritinho. — Ainda mais acompanhada das minhas amigas.

— Você é louca gatinha. — Dulce riu.

— Vamos ser as mais populares, as mais desejadas, as mais lindas.

— Baixa a bola!

— Ok, mas vamos treinar hoje né?

— Chama a Maite e se ela confirmar tudo bem.

— Ah, quase que eu ia esquecendo, Maite desistiu.

— Como assim?

— Dul não vai fazer bem para o bebê!

— Ela não tem nem 2 meses.

— Mesmo assim, foi até a médica, obs.. como é o nome mesmo?

— Obstetra.

— É, enfim, que disse.

domingo, 1 de junho de 2014

Capítulo 60- História '' Vondy Meio-Irmãos''




O filme durou 3 horas e depois elas mudaram. Deviam ser umas onze da noite e as meninas resolveram assistir comédia. Ficaram acordadas até ás 00:30, amanhã iriam ter aula. Dulce pegou as cobertas e fez uma cama no chão da sala, para ela e Anahí dormirem. Guardaram tudo e caíram em um sono profundo. Depois de exatas cinco horas e meia de sono já estavam de pé.

— Dul meu cabelo está bom?

— Lindo e o meu?

— Lindo também, vamos?

— Ah, espera aí rapidinho que eu vou organizar meu material.

— Ok.

Anahí se sentou no sofá e ficou mexendo em seu iPhone enquanto Dulce arrumava suas coisas, não demorou muito e a ruiva desceu e elas foram para o colégio.

— Dul é amanhã!

— O que?

— Esqueceu? A seleção das cheerleaders!

— Ah é mesmo!

— Eu já tenho o nosso figurino pronto, o meu, o seu e o da Maite.

— Só espero que não seja uma coisa muito chamativa e brilhante.

— Ah Dulce sem essa de simplicidade e timidez, você é mais que isso.

— Aí só não vamos passar vergonha, né?

— Óbvio que não, eu sou Portilla!

Elas já chegaram entrando na sala de aula, Anahí falou com Maite, ela estava super animada e depois elas assistiram a aula. A loira mandou um bilhetinho para a ruiva que estava atenta e focada no que a professora dizia.

“Dul, estou tão ansiosa!”

“Eu percebi, mas eu vou prestar a atenção, estou com dúvida nessa matéria!”. — Escreveu Dulce.

Anahí leu indignada e depois passou o bilhete de volta.

“Não vai virar uma nerd não né Dulce? Tudo bem ser estudiosa, tirar notas boas, mas amiga você é ótima nessa matéria!”

“Qual o preconceito com nerds? Aí ok Anahí, mas também eu preciso tirar as dúvidas você não vai morrer também se prestar só um pouquinho de atenção!”.

Elas encerraram a conversa e a loira começou a fazer o que a amiga disse, indignada. Dulce riu e desligou seu pensamento um pouco da aula, começando a pensar como estaria Christopher nesse exato momento? O que ele poderia estar fazendo? Eram muitas perguntas sem resposta. Balançou a cabeça para afastar esse tipo de pensamento e começou a pensar na seleção das cheerleaders. Ela iria dar tudo de si e se dedicar muito! Era algo importante para ela também, mesmo ela não mostrando muita animação!

A aula acabou e no intervalo Dulce se reuniu com seu grupo de ciências, teve um pequeno debate sobre física, química e biologia, porém foi curto. Eles discutiram sobre a matéria da aula e do teste que iria ter futuramente. Tinham momentos que eram legais com o grupo, eles conversavam, faziam experiências, porém esse momento não era um desses. Dulce tentou demonstrar o maior interesse possível, mas estava escrito na sua testa que estava entediada.

— Já volto. — Ela disse se levantando para ir ao banheiro. No banheiro se encarou no espelho e umideceu um pouco os lábios. Passou um brilho labial e ajeitou um pouco o cabelo.

Capítulo 59- História '' Vondy Meio-Irmãos''



Eles chegaram e Dulce acabou ficando na casa de Maite. Aos poucos as lágrimas iam parando de deslizar pelo rosto da ruiva. Pequenas vezes um sorriso aparecia em seu rosto. Já se preparava para começar as aulas e ir para o colégio. Os dias passavam e sua mãe já desconfiava que estava na casa da morena. Já estava na hora de contar.

(...)

É, e ela contou. Foi difícil para Victor digerir tudo aquilo, porém ele conseguiu. Já estava preparando tudo e quase pagando a fiança para o filho, porém ainda teria que resolver uma série de coisas para isso. A ruiva se sentia envergonhada e culpada, mas o que poderia fazer? Tentou se concentrar mais nos estudos e tentar preencher a sua vida. Christopher poderia estar bem e com certeza estaria, bem melhor lá do que nas mãos do psicopata Xavier. Ele tinha sumido da vida dela e isso era mais que bom. Nos primeiros dias o tempo não passava, tudo era a mesma coisa e a mesma vivia na tristeza.

Porém aos poucos foi começando a voltar a aquela vida que tinha antes. Teve um concurso para definir as cheerleaders no colégio. Dulce não estava nem um pouco animada, estava mais focada em seu grupo de ciências e letras. Mas Anahí e Maite encheram a cabeça da mesma, até ela querer competir.

— Mas amiga, você tem o maior talento, dança super bem!

— Não!

— Dul, vai ser bom, vamos competir também amiga!

— Não!

— Olha só María, me escuta! Você dança bem, vai ser uma distração, uma diversão com suas amigas, topa vai?

— Sem chance.

— Por nós, amor, por favor?!

— Me dê um motivo bom e concreto!

— Você vai se divertir, se destrair, dançar que eu sei que você gosta e vai... como eu posso dizer.... esquecer um pouco o que aconteceu no último verão.

— É. Sabe que é uma boa ideia? Eu vou pensar melhor e falo com vocês.

— Pensa com carinho, hein?

— Pode deixar.

Dulce ficou mais um tempo no colégio, teve uma reunião do grupo de letras e ela estudou um pouco, mas uma coisa não saia de sua cabeça. O som da voz de Anahí dizendo: “você gosta e vai... como eu posso dizer.... esquecer um pouco o que aconteceu no último verão”. Ela ia saindo do colégio quando deu de cara com um panfleto sobre esse concurso. Pegou o papel e decidiu que iria participar. Foi para casa umas duas horas, sua mãe estava na sua avó e voltaria daqui a algumas horinhas. Tomou um banho, fez um sanduíche e ligou para a amiga.

— Anahí?

— Oi Dul.

— Bom, eu já decidi.

— Vai participar?

— Vou.

— Aí que máximo! — Podia se escutar os pulinhos histéricos de Anahí pelo telefone. — Amiga eu estou cheia de ideias. — A loira começou a tagarelar e Dulce riu. Com o telefone ainda no ouvido pegou o copo e despejou um pouco de suco de uva lá. Anahí não parava mais de falar de suas ideias, dizia até sobre ser capitã do grupo, vê se pode haha.

Dulce se deitou no sofá e ficou passando os canais, nada de bom para assistir. Estava passando "O vestido Ideal" e ela ficou assistindo. Veio a imagem dela casando na igreja com seu primeiro e grande amor. As lágrimas banharam seu rosto, porém ela tratou de limpar e disse para si mesma que seria forte. Algumas lágrimas ainda escapavam porém ela limpava no mesmo momento. Foi direto para a cozinha e pegou o pote de sorvete que havia no congelador. Pegou uma colher bem grande e ficou assistindo e comendo sorvete ao mesmo tempo.

Logo o programa acabou e ela mudou de canal. Estava passando sua série favorita Pretty Little Liars, fazia um tempo que ela não assistia então deixou lá mesmo. Recebeu uma mensagem de sua mãe avisando que sua avó teria tido uma queda de pressão e que ela dormiria lá. Dulce se sentiu sozinha e como Anahí também estava sem fazer nada, chamou a loira para lá.

Elas fizeram uma "festa", Dulce já a esperava com o sorvete, Anahí levou a calda de chocolate e os filmes que tinha alugado. Todos de terror e detalhe elas morrem de medo.

— Amiga, vai dormir aqui?

— Posso?

— Óbvio! Eu vou ficar aqui sozinha, minha mãe e Victor estão na minha avó.

— Ah, é mesmo, então eu fico haha.

— Vamos ver terror mesmo?

— Vamos Dulce, não seja dramática.

— Aí ok. — Ela se embrulhou na coberta e deixou um pouco para Anahí, ela colocou o cd e se sentou no sofá junto da amiga. Já no começo começaram a gritar. A loira ria e sentia medo ao mesmo tempo. Dulce chegava a se tremer de tantos sustos.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Capítulo 58- História '' Vondy Meio-Irmãos''



É, aquele inferno dentro daquela cela e a obrigação de olhar para a cara daquele psicopata todos os dias havia acabado porém faltava uma parte dela, que não queria nem saber da mesma. Talvez Deus tenha um próposito em sua vida, mas talvez seja como na cabeça de Dulce, ela só precisa enfiar uma estaca no coração que tudo irá melhorar. Estava quebrada, machucada e não conseguia se consertar. Os dias e os meses passavam. Tempo de voltar para casa. Ela já tinha 17 anos e dia 6 de novembro não teve nenhum sentido para ela. Sua rotina era ficar quieta, sozinha, apenas imaginando um futuro feliz, ela também era um ser humano como todos os outros, merecia um futuro feliz.

Dia 3 de janeiro havia chegado. Dulce já havia arrumado suas roupas e suas coisas, estava confusa. Era o dia do julgamento de Christopher, iriam todos comparecer a corte. Eles haviam arranjado um advogado para o mesmo. A ruiva suava frio e já estava se preparando para qualquer coisa. Os cinco entraram no carro e seguiram para o julgamento. Lá Dulce se sentou com os amigos na fileira da frente, esperando por uma boa notícia.

— Estamos aqui para o julgamento de Christopher Von Uckermann.

Dulce abandonou o local em lágrimas, Christopher foi condenado e irá pegar um ano de prisão. Alguns dias se passaram e a mesma já havia arrumado tudo. O real problema era como contar a sua mãe e ao seu padrasto sobre isso? “Mamãe Christopher foi preso, pegou um ano de prisão e Xavier me sequestrou!”

Não, não seria assim que contaria e sem contar que o verdadeiro criminoso estava nas ruas. Fez duas malas, como se Christopher ainda estivesse ali, porém ele não estava e o pior era que até para visitar ele era complicado. Eram quilômetros e mais quilômetros. Lágrimas rolavam pelo seu rosto, só de lembrar que ela iria embora sem ele.

— Dul. — Christian a chamou dando duas batidas na porta.

— Oi. — Ela disse limpando as lágrimas.

— Não chora mais meu amor.

— Chorar? Quem está chorando? — Dulce tentou sorrir e parecer feliz mais uma lágrima caiu de seu olho.

Eles se abraçaram e mais lágrimas escaparam do olho da ruiva, ela limpava mais parecia inevitável.

— Não fica assim, eu sei que é complicado, mas tudo vai passar.

— Assim eu espero.

— O pessoal só está te esperando.

— Ah sim, eu já estou pronta, me ajuda com essas bolsas?

— Ajudo sim.

Eles colocaram tudo no carro, Dulce respirou fundo e entrou lá, depois sendo seguida pelos outros quatro. Estava chovendo demais, chegava a trovoar, o caminho estava em um silêncio terrível.

— Liga o rádio Poncho? — Pediu Dulce.

Assim o mesmo fez e para a surpresa da mesma, a música que estava tocando era a que menos queria ouvir no momento.

“I have died every day waiting for you

Darling don`t be afraid

I have loved you for a thousand years

I`ll love you for a thousand more”.

Colocou a mão no rosto já tentando esconder as lágrimas e a tentativa funcionou. Resolveu focar no tempo lá fora, porém ele parecia se arrastar. Logo começou a tocar uma outra música e a angústia passou.

— Dul, o que vai fazer quando chegar? — Murmurou Maite para a mesma.

— Eu realmente não faço ideia, não consegui pensar em nada.

— Se quiser ir para algum lugar, pode ficar lá em casa.

— Obrigada pelo convite. — Ela sorriu.

— Então o aceite.

— Não Mai, acho melhor não.

— Dulce vai ser melhor. Você fica um tempo lá, pensa no que fazer, me escuta.

— Aí, ok, eu penso nisso, mas primeiro vou passar no apartamento de Christopher.

— Para?

— Para colocar pelo menos as coisas dele lá. Mesmo que ele tenha que esperar um ano para rever tudo novamente.

— Shi, não fica assim. — Christian a abraçou de lado.

Enfrentaram grandes engarrafamentos e Dulce acabou dormindo.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Capítulo 57- História '' Vondy Meio-Irmãos''



Cada dia para ela era uma tortura. Já faziam semanas que Dulce estava ali e o pior foi que tudo foi passando tão rápido. O fim do ano já se aproximava, já estavam no mês de dezembro e já era dia 4. Faltavam exatamente dois dias para o aniversário de dezessete anos de Dulce. A cada dia, a cada hora, a cada segundo era uma tristeza. Xavier entrou no "quarto" — mais parecido com uma cela — dela.

— Faltam só dois dias meu amor. — Ele pegou em seu queixo e ela afastou sua mão.

— Não toque em mim. Como tem coragem ainda de me chamar de meu amor?

— Esses dias aqui com você estão sendo mágicos.

— Ah claro né, porque me torturar e me manter presa, lhe faz feliz? Eu quero minha vida de volta, meus amigos, minha família, meu amor! — Ele acertou um tapa em seu rosto. — Já não é a primeira vez que faz isso, mas não dói, não importa, tudo o que eu quero é sair daqui!

— Vamos viver livres, eu já tenho meu plano para me livrar do seu irmãozinho. — Ele deu um beijo em sua testa e saiu.

Já fazia parte da rotina da mesma chorar, então desabou mais uma vez. Sua vida não fazia mais sentido algum. Quando eram quatro da tarde, Xavier adentrou aonde ele "guardava seu amor".

— Vamos Dulce, você está livre, poderemos viver felizes agora.

— O que você fez?

— Eu denunciei Christopher. — Ele disse a fazendo olhar para ele com ódio.

— Denunciou? Está louco? O único que precisa ser denunciado aqui é você! O que disse?

— Abuso sexual, você ainda é menor de idade. — Dulce sentiu um aperto no peito e desmaiou. Depois de 3 horas apagada acordou, sentada em uma cadeira de espera em uma delegacia.

Xavier a pegou pelo braço e a levou para uma sala, onde continha uma cadeira e uma parede separando a pessoa do preso e também tinha uma éspecie de telefone para eles se comunicarem. O mesmo a colocou sentada de frente para Christopher, sendo separados apenas por uma "parede". A mesma sentiu seus olhos inundarem de lágrimas e sorriu.

— Christopher! — Ela disse no aparelho o fazendo ouvir e dar um sorriso triste.

— Dulce você está bem?

— Estou, eu senti tanta a sua falta. — Dulce já tinha a voz embargada por conta do choro.

— Eu também senti, mas vai ser melhor assim.

— Não, não vai ser! Eu preferia continuar "sequestrada", tendo você em liberdade. Você é minha vida.

— Outro ponto que vai ser melhor, somos apenas irmãos, eu sou seu irmão mais velho e não temos mais nada.

— O que? Christopher não faz isso!

— Vai ser melhor para os dois. Você vai encontrar alguém Dul.

— Não! Eu não suportaria viver sem você. Por favor, não me deixe.

— Vai ser melhor. — Ele se levantou e foi para sua cela. Dulce gritava, chorava e se debatia. Xavier tinha que sair para resolver alguns compromissos e deixou Dulce na casa que ela havia alugado com seus amigos, só estavam Anahí e Maite.

As duas já esperavam a amiga.

— Oi. — Foi a única coisa que saiu da boca de Dulce e elas se abraçaram.

— Dul, querida não chora, o que houve?

— Christopher não quer mais saber de mim!

Dulce explicou tudo para elas desde o dia que sumiu e  até o dia de hoje, ela tomou um banho depois e resolveu deitar para descansar um pouco.


sexta-feira, 23 de maio de 2014

Capítulo 56- História '' Vondy Meio-Irmãos''



— Dulce, creio que está com fome. Vem, que eu já arrumei o quarto para você. — Ele a soltou, mas continuo segurando seus braços, a levou até uma cela, isso mesmo, aquilo parecia uma prisão antiga e abandonada, ela não conseguia identificar onde estava. Lá dentro tinha cama e cobertor, além de algumas roupas para ela colocar. Ele a trancou ali e saiu, era tudo fechado.

A ruiva não aguentou e desabou. Chorou até não aguentar mais, estava fraca, abatida, "sequestrada", perdida, além de estar com os sentimentos despedaçados, aquelas gravações, as palavras de Xavier sobre se livrar de Christopher. Dulce sabe muito bem, mais do que ninguém do que ele é capaz.

Tinha uma blusa grande ali, enorme. Branca. Não parecia ser de Xavier, ficou meio receosa, porém colocou, ali tinha uma micro janelinha, onde ventava bastante. Parecia que seus planos se perdiam no nada. Ela só queria se casar, ter seus dois filhos e uma vida calma e feliz. Além de alcançar toda as suas metas, se formar em medicina. Como uma pessoa normal.

Enquanto isso no outro lado da cidade...

— Como assim ela sumiu Maite?

— Calma Anahí, Christopher já deu parte na delegacia e estamos indo procura-lá.

— Não, você não pode. Está grávida, porém me explica melhor. — Anahí já chorava de soluçar.

— Eu vi alguns homens a botando dentro do carro amiga, não sei mais de nada. Eu também estou mal, mas preciso ir.

— Você não está só mal May! Você está grávida!

Christopher chegou da delegacia, com os olhos fundos e abatido. Não aguentava o peso de suas pernas.

— E aí, como foi lá?

— Eles disseram que depois de vinte e quatro horas vão a procurar.

— Aí meu Deus, depois de tudo isso?

— É. Mas se bobiar eu acho ela antes, irei a procurar mais e também a esse carro que Maite descreveu.

— Na hora o carro estava com Poncho, desculpa. Por isso não deu para seguir.

— Calma, agora eu vou com os meninos a preocurar.

— É arriscado Chris, para eles e para ti.

— Não, mas mesmo assim eu vou Anahí! Ela é tudo o que importa para mim!

Christopher foi direto ao banheiro. Ligou o chuveiro e chorou. Tudo era complicado para ele e Dulce, ele só queria ela ali, mais nada. Aquele sorriso iluminante, aquela voz fina e doce. Aquele cheiro, aquele gosto viciante. Ele só queria Dulce e nada mais.

Saiu do banheiro já pronto e com a chave do carro em mãos.

— Tchau meninas, se cuidem. — Disse rapidamente batendo a porta e indo ao seu destino.

Eles entraram no carro e começaram a rondar pela cidade a procura da mesma. Nenhuma novidade, porém eles obviamente continuaram lá.

Com Dulce ...

A mesma tinha tomado um pouco de leite adormecido. Xavier a olhou pela brechinha da porta e uma lágrima caiu.

— Ela parece um anjo, a amo tanto. — Logo ele limpou e antendeu ao chamado de seu cumplíce.

— Chefe, não temos notícias boas.

— O que é?

— Já estão procurando pela garota?

— Já? Ah não tem problema, não irão a achar, se alguém abrir o bico, vocês sabem que morrem né?

— Óbvio chefe, servimos só ao senhor.

Capítulo 55- História '' Vondy Meio-Irmãos''



Mais tarde o casal se levantou, porém não havia ninguém em casa. Provavelmente estavam na praia. Dulce e Christopher tomaram banho e seguiram para o mesmo lugar. A ruiva estava com seu bíquini rosa, com babados, seus seios pareciam pular só com aquele micro tecido. Obviamente depois de seu noivo reclamar ela trocou e retornou com um vermelho liso, que valorizava seu tom de pele. Seu cabelo completamente alinhado. Com a canga na cintura, ela saiu acompanhada do mesmo.

Ao chegar lá encontrou Maite chorando sozinha, na areia. Pediu a Christopher que achasse um lugar, pois iria conversar com a amiga.

— May, o que houve anjo?

— Sabe Dulce, ás vezes a vida te dá uma facada pelas costas.

— Eu sei sobre o que está falando. Christian não é mesmo?

— É. Você já sabia, não é mesmo? Dulce, eu acho que eu perdoaria qualquer tipo de traição. Mas quando se trata do sexo oposto, é complicado.

— Amiga, qualquer traição seria complicada. E não foi uma traição.

— Foi sim! Ele traiu meu coração, o partiu em milhares. Se fosse com uma mulher tudo bem, mas o pior, não foi com uma mulher. Eu não posso nem tentar ter ele de volta, foi com um homem.

— Ei, para com isso Maite. Você é linda, vai encontrar alguém que goste de você de verdade. Não chora.

— Não dá. Eu estou acabada e ainda carrego uma criança dentro de mim. — Sua voz estava embargada e as lágrimas caiam pelo seu rosto. Ela estava com os olhos muito inchados.

Dulce ouviu alguém dentro de um carro a chamando e foi até lá.

— Moça, você pode me informar onde chegar nessa rua aqui do papel? — Ele amostrou o seguinte papel a ela.

— Bom, perdão, porém eu.. — Nesse momento sairam quatro homens do carro e colocaram Dulce lá. Na velocidade da luz. Ela gritava muito, porém seus gritos foram abafados por um pano com GHB, um tipo de droga tipo o famoso "Boa noite Cinderela".

Maite observou tudo e logo pediu ajuda. O carro foi indo para cada vez mais longe e ninguém sabia seu destino. Christopher andava de um lado para o outro. Ele saiu correndo, correndo mesmo, atrás do tal carro porém, foi uma tentativa frustrada, nada adiantou.

Algumas horas depois...

Dulce foi abrindo os olhos aos poucos. Não entendia, aonde estava, nem do que se tratava. Tentou mexer suas mãos porém estavam presas a cadeira. Não só as mãos, seus pés e estava com uma amordaça na boca. Tentou gritar mesmo com aquele tecido, porém ele de alguma forma abafava seus gritos.

— Ora, ora, acordou senhorita? — Aquela voz, não podia a esquecer. Era Xavier, mesmo ela estando de costas, conhecia muito bem sua voz. Ele passou os dedos levemente pelas costas da ruiva e a mesma se inclinou. Ele foi para sua frente e envolveu seu rosto em mãos. — Oh minha Dulce, eu te amo tanto, agora te tenho aqui em minha frente. Minha propriedade, meu amor, minha vida. — Ele retirou a amordaça de sua boca e Dulce cuspiu em sua cara.

— Como pode me amar? Me prendendo? Me ferindo? Eu não te amo Xavier! Entenda, me solta! Se me ama, me solte!

Ele riu forçadamente.

— Achava que iria ser tão fácil assim ruivinha? Não! Eu te amo e não preciso te provar isso. Sei que também me ama, pare de charme. — Ele se aproximou e chocou seus lábios. — Esse gosto adocicado da sua boca, uma delícia.

— Xavier eu te odeio! Me solte! Não vai obrigar a lhe amar! Eu já tenho o amor da minha vida!

— Ah e é o Christopher não é mesmo? Haha. Eu me livro dele em dois tempos.

— É ele mesmo. Ele me entende, me ama, me faz sentir bem, me faz sorrir e me conhece como ninguém.

— Dulce, eu lhe conheço como a palma de minha mão. Esqueça esse Christopher!

— Só por que ele é mais homem que você? Melhor que você em tudo?

Xavier acertou uma bofetada no rosto da mesma.

— Pode bater mais! Não vai doer mesmo. E é assim que diz que me ama, não é mesmo?

— Você mereceu! Está me enfrentando! Você é só minha Dulce e de mais ninguém. — Ele desamarrou um laço do bíquini.

— Não Xavier! Faça esse laço de novo agora! Amarre!

— Ou irá fazer o que? Eu sei que ansia por esse toque minha ruiva.

— Você é um possessivo, maníaco! Se pensa que irá abusar de mim está muito errado, amarre isso!

— É, eu não vou abusar. Eu vou fazer você implorar, pois sei que vai. É tudo isso só para você. — Ele pegou a mão da mesma e encostou em seu membro. Dulce fez uma cara de nojo e logo depois se sentiu mal, inojada, por aquele contato. — Bom, mas agora vamos ver como irei me livrar do Chriszinho.

— Você pode até se livrar dele, porém ele vai continuar sempre em meu coração! Eu o amo!

— Repete isso mesmo Dulcinha e isso vai cair na rede.

Xavier colocou um dvd e a colocou de frente para a televisão. No visor aparecia ela e Christopher em um momento íntimo. Sentiu sua cara ferver e o sangue subir quente.

— Eu te odeio! Você me espia?! Eu tenho nojo de você! — A mesma gritou.

— Amor, eu quero essa mesma disposição quando for comigo hein. Ah e também tem outro. Olha esse.

Ele trocou o dvd e esse era ela trocando de roupa. Sentiu corar.

— Vou ter esse corpinho só para mim!

— Se poupe, por favor! Eu não sou um objeto, ou uma boneca inflável!

— Ah meu Deus, como é abusada!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Capítulo 54- História '' Vondy Meio-Irmãos''



Aquela roupa estava um pouco apertada para dormir. Dulce colocou sua camisola de seda que era bem mais leve e continou olhando Christopher dormir. Até que ela se surpreendeu ao ver ele olhando para ela. O mesmo entrelaçou suas mãos. E sorriu. Dulce murmurou: “Mas você não estava dormindo?”

— Acordei.

— Ah sim. — Ele passou os dedos de leve pelo rosto dela.

— Acordei com vontade de você. — Ele sorriu.

— Mas meu Deus! São dez horas da noite, hora de dormir de verdade. E eu estou cansada.

— O que houve?

Dulce se virou de bruços e Christopher começou a amassagear suas costas.

— Bom, hoje Christian me contou umas coisas, uns segredos, que meu Deus.

— Quer se abrir?

— Quero. Eu confio em você. Maite tá gravida.

— Nossa, que legal.

— E Christian é gay?

— Gay? Como assim?

— Não sei, ele apenas é.

— Meu Deus.

— É. Eu também demorei para processar.

— Apenas isso?

— Apenas.

 Christopher devia ter ficado umas meia hora ali. Dulce já se sentia bem melhor.

— Tá melhor?

— Sim. Obrigada.

Eles se beijaram, um beijo doce que não iria para lugar nenhum, porém Christopher aprofundou o beijo. Ele percorria todo canto da boca da ruiva. E querendo ou não ela já estava ficando excitada. Eles se separaram e Christopher passou o dedo médio pela boca da mesma. Logo depois apertou a cintura dela, apalpou suas coxas e foi levantando devagar a camisola que ela usava. Segundo ele, ela ficava perfeita com aquele traje.

Aquele quarto parecia pegar fogo, aos poucos ele ia explodindo como uma dinamite. Só havia os dois ali em uma sintonia perfeita. Dulce gemia enquanto Christopher beijava seu pescoço. Eles se esfregavam ainda com roupas. Ambos estavam tomados pelo desejo. O mesmo tirou a camisola, que a ruiva usava. E se livrou também de sua roupa.

Dulce pedia e murmurava pelo prazer, porém o mesmo a torturava e deixava por último. Segurou na cintura da mesma e a beijou. No meio do beijo penetrou um dedo na mesma e logo depois outro. Sem parar de a beijar. A mesma gemeu entre o beijo e sentia que estava quase gozando. Não demorou e assim aconteceu, a mesma desfaleceu nos dedos do mesmo.

Depois de algum tempo ele se protejeu e penetrou na mesma. E ambos arfaram. Christopher ia devagar para a torturar e funcionava. A mesma apertou o pênis do mesmo e começou a se mexer mais, fazendo que ele a penetrasse mais rápido. Os movimentos eram frenéticos, ambos chegaram ao ápice do prazer. E gozaram juntos.

O mesmo agarrou os braços na cintura da mesma e eles se sentaram na cama. Dulce arqueou a cabeça para trás se oferecendo e Christopher chupou seus seios. Enquanto se deliciava com um, apalpava o outro. A ruiva não queria mas saber de nada, nada era importante. Liberou seus gemidos e gritinhos. Apenas se permitiu, além do mais, os outros ali já deviam ter esperiências parecidas. A mesma deitou em cima de seu noivo e envolveu o seu membro em mãos.

Passou a língua pelas bolas do mesmo e depois colocou o pênis todo em sua boca. Enquanto o chupava, passava os dedos pelas suas bolas, as acariciando. Não demorou muito e o mesmo gozou em sua boca. Ela continuou o masturbando por um tempo e depois eles se separaram. Christopher dava tapas fortes na bunda de Dulce, deixando a marca de seus dedos. A mesma arranhava toda as suas costas.

Christopher desceu os lábios para a vagina da ruiva e a penetrou com a língua. Ele fazia um vai e vem gostoso e Dulce gozou pela 3 vez. Dava gritos de prazer. Christopher a penetrou agora sem avisar nem nada, bem forte, a mesma gritou o nome dele. Enquanto eles se movimentavam os seios da mesma pulavam e aquilo o deixava mais excitado. Com certeza foi a melhor noite dos dois juntos. Aos se depararem com o relógio, olharam a hora: 3:00 da manhã. O cheiro de sexo rondava pelo ar.

Dulce se virou sem querer e Christopher a penetrou por trás enchendo os olhos da ruiva de lágrimas, era um misto de dor e prazer. Ela era muito apertada, o mesmo fez tudo bem devagar para ela se acostumar com ele ali e aos poucos ela se acostumou.

A cena se repetiu por horas e eles dormiram abraçados. Dulce depois do ato, ficou um pouco estranha, será que alguém havia ouvido algo? Ela fechou os olhos, abraçou forte Christopher e se sentiu melhor, segura.

— Eu te amo.

— Eu te amo mais.

Capítulo 53- História '' Vondy-Irmãos''



Eles continuaram lá, até que atardou um pouco e eles voltaram. Ainda não havia chegado ninguém. Por volta das sete e meia todos chegaram. Christopher dormiu mais um pouco e Dulce ficou na sala.

— Que demora hein, pessoas! — Dulce exclamou.

— Ah muitas compras né senhorita, quer o que? — Disse Christian. — Aí Dul, essas pessoas desanimadas não querem ir para a praia!

— Praia de noite Christian?

— Mas é bom, ué. E preciso conversar com você.

— Ok, então vamos, agora?

— Vamos.

Dulce, foi movida a curiosidade. Já meio que imaginava o que se passava com seu amigo, além do mais percebia que ele estava estranho e isso não era bom. Nada bom. Eles estavam andando pela orla, até que o mesmo se pronunciou.

— Dul, você pode perceber que eu estou estranho e tudo, não é?

— É. O que está acontecendo?

— Dois problemas que eu não sei como eu me  meti.

— Eu sou como uma irmã, vou sempre estar aqui, pode falar, o que houve?

— Bom, o primeiro eu não sei nem como explicar. Maite me contou a semanas, mas eu fiquei sei lá, com medo, então.. ela está grávida.

— O que? Está brincando?

— Não.

— Nossa, eu estou super feliz por vocês. Mas, vocês só tem 18 anos.

— É. É um grande problema, mas vamos enfrentar e tem um pior.

— Fala.

— Eu me apaixonei por outra pessoa.

— Que pessoa?

— Um.. homem.

— O que? Você está pregando uma peça em mim não é Christian? Você é gay?

— Dul eu não sei o que aconteceu!

— Ai senhor! Como isso aconteceu?

— Dulce María eu não faço ideia! Eu sempre fui hetero mais aí, isso ocorre.

— A Maite sabe?

— Não.

— Mas você precisa contar!

— Não Dulce! Isso é vergonhoso.

— Ok. Eu deixo você ver a hora certa.

— Deixa? — A mesma assentiu. — Sabia que poderia contar com você.

— A May vai ter a criança?

— Vai! Eu não vou deixa - lá, tirar esse filho.

— Está totalmente certo.

— E ela também não quer.

— Bom, vamos para a casa?

— Vamos ficar só um pouquinho mais aqui, ok?

— Ok.

Eles ficaram lá fazendo uma hora, Dulce estava totalmente confusa, como Christian. Era algo difícil de se acreditar, mas ela estaria ali para o que seu amigo precisasse. Sempre. Mais tarde foram embora e o pessoal estava comendo cachorro quente. Christopher continuava dormindo.

— Aproveitaram a praia? — Perguntou Anahí.

— Sim.

— Chistopher ainda está dormindo Dulce! — Exclamou Anahí.

— Nossa. Mas o que tem de errado?

— Nada, só que ele está dormindo muito.

— Amanhã vamos acordar cedo e vamos para a praia amanhã, vocês vão querer vir com a gente?

— Vamos sim. — Maite disse sorrindo.

Dulce comeu e depois ficou deitada. Christopher dormia como um anjo dava até pena de acordar ele. Era um ser tão especial, tão maravilhoso.



sábado, 17 de maio de 2014

Capítulo 52- História '' Vondy Meio-Irmãos''



Dulce tomou um banho rápido e se vestiu no banheiro mesmo. Se maquiou e encontrou Christopher dormindo, riu e foi ao encontro do pessoal. Porém não havia ninguém, apenas um bilhete.

“Dul, fomos ao mercado. Já já voltamos.”. - Era o que continha no bilhete.

— Safados, nem me esperaram! — Ela proferiu, se sentando na poltrona que tinha ali e ligando a televisão. Depois de mudar muito de canal, ficou assistindo Friends. Seu celular vibrou e ela preferiu atender.

— Alô.

— Oi minha filha.

— Oi mãe.

— Chegou bem?

— Cheguei.

— Aí é muito lindo não é?

— É. Sempre foi meu sonho conhecer as pirâmides, só demos uma olhadinha por lá e foi lindo.

— Pirâmides?

— Mãe, se esqueceu que eu vim visitar Teotihuacan?

— Ah é mesmo, esqueci. Tenho uma notícia.

— Qual?

— Nossos vizinhos também foram para aí.

— Vizinhos? Xavier? Está de brincadeira com a minha cara?

— É verdade meu amor.

— Ele está me perseguindo mamãe, ai como eu o odeio! — Dulce pausou. — Mãe irei desligar, depois retorno a ligar, beijos, te amo.

— Te amo também. — A ruiva desligou o telefone e passou as mãos pelo cabelo. Já esperava o pior. Sabia muito bem do que Xavier era capaz, uma vez, quando Dulce tinha seis anos, ele se trancou com ela dentro da casa na árvore. Óbvio depois de choros e gritos ele abriu a porta e libertou a mesma.

Será que faria algo de mal com ela? Tinha algum pressentimento ruim e iria fazer tudo para afasta-lo. Quis ir para a praia espairecer, quando colocou a mão na maçaneta da porta.

— Não vai me esperar.

— Ué, não estava dormindo? Mas, vamos.

Eles foram para a praia e Dulce se agarrou no mesmo e começou a chorar.

— Por que você está chorando Dul?

— Me promete que nada de mal irá acontecer?

— Prometo mais por que diz isso?

— Nada, por favor, só me abraça.

Ele fez o que a mesma pediu, ainda sem entender nada. Dulce se sentia uma idiota, uma viagem era algo para ela se divertir, teve uma tarde ótima e estava chorando, apenas por uma notícia indesejável. Depois de muito choro, se acalmou e ficou observando a praia com Christopher.

— Por que ficou assim Dul?

— Xavier, veio passar as férias com sua família aqui.

— É, não é uma coisa boa, porém não tinha razão para ficar assim.

— Tem algo que eu nunca contei a ninguém, você é a primeira pessoa. Quando eu tinha seis anos, ele nos trancou na casa na árvore só porque eu não queria ser mais "amiguinha" dele. Ele dizia que iria casar comigo, que eu era o amor dele. Sendo que ele tinha a mesma idade que eu. No dia eu chorei e gritei demais. Ele me arranhou com um pedaço de vidro que tinha por lá e fez eu jurar amor a ele.

— O que? O que esse ser tem na cabeça? Eu não vou deixar, ele encostar em um fio de cabelo seu Dulce.

— Por isso que eu tenho essa cicatriz no pulso.

— Como eu odeio ele, ainda diz que te ama. Não fica assim, ok? Eu estou aqui, vou te proteger.

— Eu sei. Você sempre esteve!

— E sempre vou estar.

Dulce sorriu em meio das lágrimas.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Capítulo 51- História '' Vondy Meio-Irmãos''



3 semanas depois:

"Zézinho" estava muito bem, com quase um mês. Zézinho foi o apelido carinhoso que a família deu ao bebê. Estava tudo pronto para a viagem de Dulce com Christopher e seus amigos. Estavam colocando as malas no guarda-malas do carro. Iriam no carro de Poncho.

— Tudo pronto, gente?

— Sim. — Falaram em coral.

Cada um se despediu de seus familiares e entraram no carro. O destino deles era as pirâmides de teotihuacan. Foram nove horas longas, de viagem. Nesse tempo no carro brincaram, cantaram e discutiram, basicamente isso.

— Vamos cantar galera? — Perguntou Anahí.

— Ah, não, hoje eu estou preguiçosa pra cantar. — Disse Dulce.

— Sem essa, estão todos de acordo Dul! — Exclamou Maite.

— Ai, ok, ok, que música?

— Who says da selena, ok? — Disse Anahí.

— Sendo assim, só nós três vamos cantar não é? —Perguntou Mai; Anahí assentiu.

As amigas, ficaram gritando e cantando. Logo depois, vieram as discurssões, pois isso é super normal, com "irmãos".

— Eu estou com fome, meu Deus! — Exclamou Dulce!

— Só vive assim, ainda falta uns 1000 km`s. — Respondeu Christian.

— Aff, nem brinca.

— Mas é verdade, aproveita e vê se emagrece um pouco.

— Por que? Eu to gorda? Nem brinca com essas coisas? — Christian riu e Dulce o beliscou. — Da próxima vez que se separar da Maite, não vou ficar indo lá te consolar.

— Ninguém nunca pediu sua ajuda mesmo!

— Ah é? Então esqueça da minha boa vontade!

— Hey, hey! Parou a criancice! Dulce foi só uma brincadeira e Christian pegou pesado, né?

— Eu peguei pesado? É a Candy que não aceita nada.

— Para de me chamar de Candy, meu Deus. — Todos riram.

E as cinco horas de viagem que sobraram eles dormiram. Eles, tirando Poncho que estava dirigindo. Anahí estava sentada no banco ao lado do motorista, atrás foi Dulce e Christopher e Christian, com Maite no colo.

Ás cinco da manhã eles chegaram e se depararam com a linda e maravilhosa vista das pirâmides, todos ficaram encantados. Ainda mais com aquele luar, com a sinfonia dos grilos, o ponto turístico era mais romântico ainda, depois de um tempo ali, eles seguiram para o hotel. Lá era bem espaçoso e tudo era muito lindo. Ao chegarem no quarto, que haviam alugado, apenas colocaram as roupas de banho e foram para a praia. Praia que por sinal, era maravilhosa. Ela era bem perto do hotel.

— Poncho tem certeza que não quer ficar descansando, a viagem foi longa e você não dormiu em nenhum momento?.

— Relaxa loirinha, eu estou bem.

— Ok, então.

— Essa praia é linda! — Dulce exclamou.

— Não, é? — Christian afirmou.

Aos poucos o tempo foi clareando e o céu ficando azul. Eles continuaram na praia. Ás seis, onde os comércios, começavam a abrir eles compraram bolachas e água de coco.


Ás meio dia, Dulce voltou com Christopher para o hotel. Ela estava com enxaqueca e preferiu ir para a casa. Óbvio que seu noivo a acompanhou e eles seguiram. Logo chegaram no hotel.

— O que está sentindo Dul?

— Sei lá, minha cabeça dói demais, mas logo passa.

— Não quer nenhum remédio, nem nada?

— Não precisa amor, era para você ter ficado lá com o pessoal.

— E te deixar sozinha aqui? Além do mais não teria nem mais clima para ficar lá.

Eles uniram as mãos e iniciaram um beijo calmo e apaixonado.

— Eu te amo sabia?

— Sabia eu sou amável.

— E convencida também! — Ele riu.

— Eu te amo mais.

Eles estavam em pé, olhando um no olho do outro. Christopher passava os dedos delicadamente afastando o cabelo de Dulce, o colocando atrás da orelha. Ela sorriu e ele retribuiu o sorriso. Logo depois retornaram a se beijar. Como se não houvesse mundo, como se não houvesse ninguém, somente os dois. Christopher passou o braço pela cintura da ruiva e ela aprofundou o beijo.

A mesma já estava totalmente entregue. O beijo já ia tomando outro rumo. O quarto no hotel era para os seis, porém era bem harmonioso, parecia mais um apartamento mesmo, tinham 3 quartos. Eram dividos cada um para cada casal. Eles seguiram para o quarto deles e Christopher colocou Dulce na cama. Ele beijava, mordiscava e dava chupões no pescoço dela.

A mesma suspirava de desejo e prazer. Ele desamarrou o bíquini de Dulce e se deliciou com os seios da ruiva. A mesma mordia os lábios, para conter os gritos. Eles voltaram a se beijar e quando se deram conta já estavam nus. Christopher iria se proteger, porém Dulce murmurou apenas um "não precisa". Ele a penetrou e ela gemeu. Christopher fazia movimentos lentos e curtos. Dulce inverteu as posições ficando por cima e começou a rebolar no mesmo, enquanto ele dava tapas em sua bunda e apertava seus seios.

Ambos grunhiam de prazer. Até que no mesmo momento, eles gozaram. Foi a melhor sensação para ambos. O suor de Dulce pingava em seu amado, ela ainda não satisfeita, pegou o membro do mesmo em suas mãos e colocou em sua boca. Depois de um tempo ali Christopher gozou novamente e ela apenas engoliu. Pela primeira vez sentiu o gosto amargo e gostoso de seu noivo.

O mesmo retribuiu o oral e quando já não aguentavam mais, se abraçaram e dormiram. O cheiro de ambos estava no ar, o cheiro do amor, do desejo. Agora assim, estavam completos. Eles se conectavam e se encaixavam, de um jeito só deles.

Ás cinco acordaram. O bocejo de Dulce acordou Chris. Ambos sorriram um para o outro e se abraçaram. Logo os gritos histéricos de Anahí, ecoavam.

— Eu ainda estou com sono. — A ruiva reclamou.

— Ué, você que acordou primeiro.

— Mesmo assim. Estou cansada por motivos óbvios. — Eles sorriram.

— Você está muito safada Dul!

— Tenho um ótimo professor.

— Nossa!

— Mas agora, eu preciso tomar um banho, estou toda descabelada e mal arrumada.

— Ninguém irá te ver mesmo.

— Ninguém? E meus amigos?

— Eles são seus amigos, a roupa não quer dizer nada.

— Ain amor, você é um amor.

Ele riu e eles se beijaram, Dulce o afastou.

— De novo não, não tenho mais energia.

A ruiva se levantou, se vestiu e fez um coque no cabelo. Colocou a toalha no ombro e foi em direção ao banheiro.

— Candy, eai, a enxaqueca passou?

— Passou sim Christian. — Ela sorriu.

— Nossa, vejo que passou mesmo. — Ele zombou.

Dulce arregalou os olhos.

— Não entendi a ironia, Fercho.

— Ah você entendeu. Teve sorte que fizemos uma horinha lá na praia.

Eles riram. E Dulce deu um tapinha no ombro dele.

— Você é o melhor.

— Eu sei, mas Dul, não vai deixar a mesma coisa acontecer novamente, se cuida.

— Eu vou, agora não engravido tão cedo.

— Eu estou falando sério, te amo demais sua louca.

— Own eu também te amo irmãozinho. — Eles se abraçaram.

— Mas agora, vá tomar um banho está fedendo. — Ela riu e foi para o banheiro.

domingo, 11 de maio de 2014

Capítulo 50- História '' Vondy Meio-Irmãos''




No final da tarde Victor levou Dulce em casa e seguiu para a empresa. Logo que a mesma chegou, preparou algo pra comer — ela só esquentou água e colocou lá o macarrão instântaneo —, era irônico dizer isso pois ela era horrível na cozinha. Depois de pronto, comeu assistindo desenho. Resolveu ligar para Christopher.

— Alô.

— Oi amor.

— Oi Dul, que honra você me ligar, a quanto tempo não nos falamos?

— Acho que umas doze horas. — Eles riram. — Bom, eu estava com saudades e devo avisar que José nasceu.

— Sério? E ninguém me disse nada?

— Eu estou avisando agora amor, foi na madrugada, não deu tempo.

— Blanca está no hospital né?

— Óbvio.

— Ah, quis dar uma de Dulce, de vez em quando. — Ele zombou.

— Para de ser sem graça, eu nem sou tão lerda assim.

— Só um pouquinho né amor?

— É. Só um pouquinho, do pouquinho.

— É. Concordo.

— Chris vou trocar de roupa e descansar um pouco, tá?

— Ok. Mas tarde passo aí, beijo.

— Beijo, te amo.

— Também te amo.

A ruiva subiu e colocou um short largo e uma blusinha de manga. Desceu e ficou assistindo televisão, até que o telefone toca — adolescentes viciados em ligações — .

—  Duul!

— Annie!

— Eai gostosa, como tá?

— To bem my darling.

— Acho bom baby.

— O que quer loira?

— Bom, estava no tédio e resolvi ligar, conversar com você me tira do tédio.

— Haha, sou especial.

— É mesmo.

— Quase que eu me esqueço, meu maninho nasceu hoje, loira.

— Ain sério? Que amorzinho.

— Não é? Ele é fofo demais.

— Tem foto?

— Não.

— Por que não tirou foto Dul?

— Ah sei lá.

— Você é doida, poxa.

— Ai annie deixa eu dormir? Tô cansada.

— Não. Só se você vir aqui em casa.

— Sai dessa.

— Só se dormir aqui, você sabe que eu sou maluca né?

— Então venha me buscar.

— Ok.

Dulce:

Me arrumei rápido e coloquei qualquer roupa na minha mochila. Anahí chegou rapidamente montada numa moto e de imediato me surpreendi.

— De moto loira?

— Ganhei, olha que divo.

— Ganhou de quem?

— Da minha mãe, ué.

— Nossa, adorei. Mas você sabe andar?

— Sei, óbvio.

— Mas você não tem carteira Anahí!

— Quem disse que não? É só eu falar que eu tenho 18, mas esqueci a carteira de identidade.

— Você é uma vadia má!

— Eu sei haha, sobe aí.

— Vai devagar hein, não quero cair.

— Tá comigo, tá com Deus.

— Ah claro.

Subi na moto e Anahí seguiu. Não, ela não foi devagar. Mas até que Annie ia bem. Ela ficou dando voltas no quarteirão. Sua moto era uma honda vermelha, P-E-R-F-E-I-T-A. Atraiamos olhares de todos em volta. Chegamos na casa da mesma e ficamos conversando, até que ás 17:00 dormi.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Capítulo 49- História '' Vondy Meio-Irmãos''



Mais tarde ele foi embora. Dulce ficou conversando com a sua mãe e seu padrasto até tarde. No dia seguinte ela acordou com gritos, eram cinco da manhã, não acordou assutada, já estava acostumada — por causa do colégio —. A bolsa da sua mãe estourou, José já iria nascer.

Se arrumou rapidamente e seguiu para o hospital com todos. Ela e seu padrasto ficaram exatas duas horas esperando uma notícia, na sala de espera.

— Parentes de Blanca Saviñón?

— Nós.

— Bom, ela e o bebê, estão bem. Em um estado estável. Já podem ir no quarto, é o último a direita.

Eles foram e prenciaram uma cena fofa. Blanca estava com o bebê nos braços, enquanto sorria para ele. Dulce sorriu e as lágrimas já viam em seus olhos.

— Mãe, ele é muito fofinho.

— Não, é filha? Quer segurar?

A mesma assentiu e com muito cuidado pegou a criança no colo.

— Aí mãe, ele é um amorzinho. — Elas riram e mais uma vez com um super cuidado Dulce deu o bebê para Victor.

José era gordinho, branco como a neve. Tinha as bochechas rosadas e olhos castanho e escuro. Seus cabelos eram encaracolados, como o de um anjinho. Era tão pequeno, tão delicado, tão frágil, que dava vontade de o guarda-lo numa caixinha com sete chaves. Assim nasceu o "mascote" da família Saviñón Uckermann.

Já do outro lado da cidade, uma mente psicopata trabalhava. Com seu plano pronto, já estava mais feliz. Era cruel e decidido. Iria pôr em prática, no momento certo.

— Mamãe, quando irá poder sair daqui?

— Não sei querida, acho que depois de uma semana.

— Nossa, isso tudo?

— Eu não sei, né, mas tomara que volte logo.

— Como está se sentindo?

— Minhas costas doem um pouco.

— Um pouco? A senhora chega estar curvada.

— Mesmo assim estou muito feliz pela chegada do meu filhote.

— Todos estamos, ele é tão..... Não consigo descrever.

— Você era assim meu anjinho.

— Não, mas ele é mais fofo.

— Viu as bochechas, dá uma vontade de apertar.

— Ai coitadinho mãe.

Blanca riu. Victor estava resolvendo os papeis do hospital e junto de José.

— Sabe se Ucker vai vir?

— Não sei mãe, ele nem sabe de nada.

— Você não avisou?

— Ah depois a gente faz uma surpresa eu estou super cansada.

— Tem prova hoje?

— Não.

— Então pode faltar aula.

— Já perdi um tempo mesmo, então..

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Capítulo 48- História '' Vondy Meio-Irmãos''



Depois de um tempo ali, Christopher resolveu ir embora. Dulce entrou e o dia passou rápido, ás dez da noite ela já estava dormindo. A semana passou bem, super bem. Nada havia a incomodado. Xavier passava mais tempo escrevendo e pensando do que a incomodando, o que era uma vitória para Dulce. Estava muito bem com Chris.

Estava fazendo a lição de casa, quando ele chegou.

— Dul?

— Oi! — Eles se abraçaram e ela deu um selinho nele.

— Estudando?

— Não, só fazendo a lição.

— Aluna exemplar.

— Até demais. — Ela riu. — Me ajuda na matéria?

— Ajudo, qual é?

— Física.

— Eu amava física!

— Nossa, eu não gosto muito.

Ele a ajudou com o exercício e depois eles ficaram conversando. Se beijando... enfim.

— E a Belinda?

— O que, que tem ela Dulce? Ciúmes bobo de novo?

— É. De novo, porque eu não confio nada naquela Bevaca.

— Be o que? — Ele riu.

— Belinda + Vaca.

— Que criativa amorzinho.

— Eu sei que sou tudo isso. — Ela piscou. — Mas voltando na Bevaca, eu tenho muito medo que ela nos faça brigar ou que sei lá, você tenha alguma recaída..

Ele pegou o rosto da mesma nas mãos.

— Escuta Dulce María, eu nunca vou ter nenhuma recaída, você é única.

— Eu sei, mas eu confio em ti e não nela.

— Ok, ok, ok... Mas e o Xavier? Dele ninguém lembra!

— Eu dei um chega para lá nele e ele me esqueceu graças á Deus.

— Está certa! Não quero ele chegando perto de você!

— Aí que possessivo! Cola na minha testa "Propriedade do Uckermann".

— Olha que eu colo hein! — Eles riram.

— Eu estou com saudades, sabia?

— Saudades de que amor, eu estou aqui.

— Saudades de você sabe muito bem!

— Nossa Dul, meu Deus. — Ele riu. — Eu também, mas agora não dá, né?

— Eu sei, mas poxa, tenho minhas necessidades.

— Disse como um homem agora.

— Vamos marcar um dia, ok.

— Na viagem.

— Não, vai demorar muito!

— Vou te deixar em período de seca, por mais um tempo e depois na viagem a gente aproveita bastante.

— Ain, ok!

Capítulo 47- História '' Vondy Meio-Irmãos''



Naquela noite Dul dormiu tranquilamente. Sim, ela conseguiu deixar os problemas de lado e apenas dormir. Não estava muito chateada, talvez fosse melhor assim. Talvez? A quem ela queria enganar? Nunca seria melhor assim, mas ela iria ter que superar. Acordou ás seis já se arrumando para a escola e depois seguiu para lá.

Look de Dul:



Acabou esbarrando com Xavier na rua. — “que desgraça” ela pensou.

— Oi Dulce.

— Oi.

— A gente não se fala desde que... aconteceu aquilo.

— Desde que você me beijou né? Bom, só irei lhe lembrar que só faz um dia e que você nunca mais irá fazer aquilo de novo.

— Dulce eu não sei o que aconteceu comigo!

— Como não sabe? Desde os sete anos de idade você tem essa obsessão por mim, me esqueça, pelo amor de Deus! — Ela seguiu o caminho, andando mais rápido, deixando ele para trás.

Xavier apenas assentiu e continou calmo. “ Você será minha Dulce, querendo ou não. Apenas você não sabe disso. ” Mais uma vez veio um pensamente psicopata em sua cabeça, pensou em sequestrar ela. Esses pensamentos já eram normal em sua cabeça e ele achava esse tipo de coisa totalmente certo, além do mais seria por amor e ninguém cuidaria melhor de Dulce, a não ser ele.

A ruiva já estava nervosa, que menino louco, parecia que a perseguia. Dava vontade de cavar um buraco e colocar a cabeça lá dentro. Logo chegou no colégio e deu de cara com Anahí, felizmente.

— Oi Dulcinha.

— Oi Annie.

— O que foi? Está suando, veio correndo sua doida?!

— Eu vim! Aquele louco do Xavier me perseguindo.

— Aí meu Deus eu vou denunciar esse garoto!

— Denunciar?

— É! O denunciar por perseguição, isso sim! — Dulce riu — Como foi com Christopher?

— Decidimos dar um tempo.

— Mas foi só um tempo, né? Vocês não terminaram, não é?!

— Foi só um tempo, ainda continuamos juntos.

— Ah sim, mas vai tudo entrar em ordem e vocês vão se acertar se Deus quiser.

— E ele vai querer!

Tocou o sinal e elas adentraram nos corredores do colégio, logo chegando na sala.

— Dul, vai fazer o que nas férias?

— Queria viajar.

— Idem.

— Vamos viajar ?

— Vamos! Eu, você, Poncho e Chaverroni.

— Chaverroni?

— É. É o nome do casal Maite e Christian, ficou legal né?

— Você é louca Annie! — Elas riram.

— Louca? Sou totalmente normal.

Mais uma vez o tempo passava, rápido. Passaram dois meses. Dulce se dedicava nas provas e teste, mais uma vez o fim de ano se aproximando. Faltava apenas algumas provas e simulados para chegar as férias. As tão esperadas “vacaciones”, nesse ano estava animada, estava cheia de planos de viagens com os amigos, praia... Estava bem mais calma e alegre. Seu irmãozinho já iria nascer, só faltavam 2 semanas.

Eram quatro e meia da tarde, a mesma estava um pouco entediada. Sua mãe estava no hospital e Victor como sempre trabalhando.

Dulce ficou ouvindo músicas no celular, até que ouviu alguns barulhinhos de vidro. Foi até a janela, para ver o que era e quase que uma pedrinha pequena a atingiu. Ela olhou assustada para baixo e se deparou com Christopher fazendo uma "serenata". Ele cantava e se desculpava na música, aquilo era irônico. Dulce de imediato sorriu e riu daquilo.

— Me perdoe meu amor! — Ele dizia em forma de música, toda a vizinhança olhava em volta, sem entender. Dulce assentiu negativa e ele continou lá. A mãe da mesma apareceu atrás dela.

— Desce logo Dul!

— Não mamãe, eu jurei para mim mesma que agora, era só para eu pensar.

— Deixa o orgulho de lado.

— Aí mas, mamãe..

— Mas nada, desce!

A mesma desceu as escadas correndo e sorridente, chegando lá e dando um abraço forte no mesmo. Eles colaram suas testas e sorriram um para o outro.

— Não conseguia mais ficar longe de você.

— Eu também, quase morri sentindo sua falta.

Dulce entrelaçou os braços no pescoço de Christopher e ele colocou as mãos na cintura dela. Mais uma vez sorriram, a mesma se colocou na ponta dos pés e roçou seu nariz no dele. Logo depois sorriu e eles iniciaram um beijo calmo e lento. Poderiam ficar só naquilo por horas e horas, mas foram despertos por uma salva de palmas da vizinhança. Isso mesmo, parecia incrível, mas todos já, meio que sabiam.

Ao terminar o beijo, mais uma vez sorriram um para o outro. Era inevitável, não sorrirem depois de uma troca de olhares totalmente perfeita. Na verdade mesmo, o que eles mais tinham era quimíca. E também acho que o destino era o que unia aqueles dois.

— Vai voltar pra mim anjo? — Ele se ajoelhou na frente dela. E ela assentiu. — Quer noivar comigo? — Dulce permaneceu imóvel durante um tempo, aquelas palavras soavam em sua mente, eram como música para seus ouvidos. Noivar, quem diria. Com certeza ela iria dizer sim, era o que sua alma, seu coração, dizia. Por dentro pulava, fazia festa, mas por fora continuava quieta.

— Aceito. — Ela puxou a mão dele, fazendo-o levantar e eles se beijaram novamente. O primeiro beijo depois de noivos. Dulce abriu os olhos e imediatamente seus olhos encontraram os dele.

— Olha hein Christopher, vai cuidar bem da minha bonequinha, muito bem! Se não, pego ela de volta. — Ele sorriu.

— Pode deixar.

Blanca já estava em prantos.

— Nossa mamãe, até parece que já casamos!

— E você não acha que já está perto Dulce? Vocês até já são noivos!

— Mesmo assim. Vamos casar quando eu tiver 18 anos, não é Chris?

— Ok, ótimo. — Eles sorriram.

— Você já tem dezesseis, daqui a pouco com o fim do ano é dezessete. Aí meu coração. — Blanca colocou a mão no coração já soluçando.

— Dessa vez quero netos, hein! — Disse Victor, surpreendendos os pombinhos. Dulce corou.

— Quatro netos né, Dulce?

— Que isso, senhor!

Todos riram.

— Tudo isso não. No máximo um casal.

— Dois casais.

— Vamos ter tempo para discutir isso.

Ambos se sentaram no meio fio e ficaram se observando.

— Ainda não caiu a ficha. Para mim isso ainda é um sonho.

— É real.

— Eu te amo tanto.

— Eu também e me perdoa por eu ser tão estúpido.

— Eu perdoo, se fosse eu, faria a mesma coisa.

— Não, não faria, pois você iria saber que não era minha culpa.

— Shhi, vamos esquecer isso, o importante é que estamos aqui agora.

— Isso é mais que importante, pra mim.

— Ficamos dois meses separados. Um recorde.

— Não é? Não conseguiamos, ficar horas.

— Mesmo assim, um recorde, que nunca mais vamos bater. Dois meses foi muito tempo.

— É. Quase noventa dias.

— Não exagera.

— Ué, se fosse mais um mês ficaríamos separados por noventa dias.

— Ainda bem, que já voltamos. Agora fica quieto e só me abraça.

— Ok, senhora.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Capítulo 46- História '' Vondy Meio-Irmãos''



Aliás que culpa teve? Resolveu sair um pouco para esfriar a cabeça. Lá fora estava chuvoso, ela colocou um casaco e foi para fora. A cada passo que dava lágrimas rolavam pela sua face, porém ao mesmo tempo se sentia mais forte.

— Eu vou superar. Preciso. A culpa não foi minha. — ela disse para si mesma e foi se acalmando aos poucos.

Retornou ao apartamento de Christopher e arrumou suas malas. E na última peça de roupa que colocou na bolsa suspirou pesado. Deu um jeitinho no cabelo e pegou tudo seu. Quando tocou na maceneta, sentiu a girando e deu de cara com Chris, já mais calmo.

— Er... você vai se mudar?

— Eu e minha mãe nos acertamos, eu vou para lá.

— Dul não precisa. — Ele segurou o braço da ruiva. Ela soltou.

— Precisa sim, vamos pensar se é isso que queremos, tudo é muito novo pra mim. Novo não é a palavra certa, mas eu só tenho 16 anos e tudo muda do dia pra noite. Me dá esse tempo.

— Ok. — Ele deixou a ruiva passar e ela acenou.

Ao sair engoliu o choro, não iria mais chorar nem se lamentar, iria apenas pensar em toda sua vida, por as ideias em ordens. Resolver os problemas... Foi a pé mesmo e depois de algum tempo, chegou na casa de sua mãe.

— Dulce anjo, estou tão feliz por você estar aqui! — Sua mãe correu para a abraçar, sua barriga já estava grande e ali crescia o irmãozinho ou irmãzinha dela.

— Oi mamãe. — Ela correspondeu ao abraço. — É menino ou menina?

— É um menininho.

— E qual é o nome?

— José! — Dulce engoliu em seco.

— José?

— Sim, não gostou?

— Temos gostos diferentes mamãe. — ela disse rindo. — Vou arrumar minhas coisas lá em cima, ok?

— Ok.

Ao chegar Dulce observou que estava tudo do jeito que havia deixado. Depois de um tempo estava tudo organizado nas gavetas e no ármario. Blanca deu duas batidas na porta.

— Posso entrar?

— Pode.

— Dul, precisamos conversar.

— Sobre?

— Não se faça de boba. Me explique desde o começo, tudo!

— Sobre mim e Christopher.

— É.

— Tudo começou quando eu conheci ele, eu tinha uns doze, onze anos. Ele tinha quinze, de imediato eu me apaixonei, começamos como amigos, nos aproximando cada vez mais... Já mais velha eu me declarei e ele disse que também me amava. Começamos a ficar e deu no que deu.

— É... e minha pequena virou uma mulher!

Dulce riu sem graça.

— Não precisa ficar com vergonha. Minha primeira vez foi com dezenove, com você foi um pouco mais cedo, mas... Tudo bem né, não foi com qualquer um.

— Como foi sua primeira vez mãe?

— Foi com um namoradinho de escola, ele me pressionou e eu acabei liberando no pátio da escola.

— No pátio?

— É. Mas já estava tarde, só tinha nós dois lá.

— Ah sim.

— Mas e você Ucker? Brigaram, acertei?

— Ah mamãe, uma longa história.

— Mas logo vocês voltam.

— É, mas agora, foi sério.

— Quer conversar?

— Prefiro ficar sozinha, depois continuamos a conversa.

— Ok.

Capítulo 45- História '' Vondy Meio-Irmãos''


Do nada ela e Xavier entraram em um assunto. Ficaram discutindo sobre ele por um tempo, rindo e brincando. Foi quando ele evolveu o rosto da mesma entre suas mãos — ela achou broxante e estranho —, ele foi se aproximando cada vez mais de Dulce, enquanto a mesma permanecia imóvel. Ele a beijou. Foi um beijo estranho, ela não se mexia. A língua do mesmo pediu passagem mas ela não concedeu. Dulce se deu conta e o empurrou.

— Você é louco! Eu não quero nada com você Xavier! Me esquece! — Dulce abandonou o cine e foi embora. Embora em meio de lágrimas novamente. Acabou abarrando em alguém.

— Olha pra onde anda.... Dulce? — Era Belinda, a ruiva estava tão nervosa que deu o dedo médio e foi embora.

Dulce foi transtornada para a saída do shopping. Ela estava praticamente sem destino. Andava, andava, andava e andava mais. Resolveu ir para a casa de Anahí. Foi direto para lá. Deu quatro batidas insistentes na porta e logo a amiga abriu.

— O que foi Dul?

— Annie, me ajuda! — Elas se abraçaram.

— O que houve? Me diz!

— O Xavier me convidou para ir ao cinema. Eu aceitei, foi tudo normal, mas aí ele tentou me beijar e beijou!

— Aí meu Deus e você correspondeu?

— Não! Mas eu estou nervosa! Vim do shopping até aqui, a pé!

— Meu Deus! Você quer um chá para se acalmar?

— Aceito Annie.

Anahí preparou um chá de camomila e logo voltou, entregando para Dulce.

— Obrigada. — Anahí assentiu. — Esbarrei com Belinda!

— Aonde?

— Nos corredores do shopping.

— Brigaram?

— Não. Eu apenas fiz um gesto mal, para ela.

— Imagino. — Ela riu. — Mas se acalma ruivinha, vai ficar tudo bem, ok?

— Ok. Mas eu estou com uma dúvida tremenda.

— Qual?

— Conto pra Christopher ou não?

— Dulce a base do relacionamento é a confiança! Você tem que confiar nele e se abrir!

— Mas e se ele me julgar?

— Ele não vai, só fala com jeitinho. Você não teve culpa.

— Obrigada por tudo amiga.

— Nada! E esse Xavier vai se ver comigo, primeiro faz a gente brigar, agora isso?

— Não Anahí, esquece isso! Eu não quero que ninguém saiba.

— Ok.


Dulce acabou dormindo por lá mesmo. Se sentia mal e sentia que estava traindo Christopher, porém ela não tinha culpa de absolutamente nada. No dia seguinte foi para a casa e resolveu que iria conversar com o mesmo.

— Christopher, precisamos conversar.

— Fala Dul, percebi que você anda distante, destraída, o que está acontecendo?

— Eu não sei nem como começar lhe explicar.. Xavier me chamou pra ir ao cinema, eu aceitei, lá ele me beijou.

— O quê? E você escondeu de mim?

— Eu estou falando agora, amor. Confia em mim não teve mais nada depois disso, eu vim embora.

— Como confiar em você agora Dulce?

— Você não diz que me ama? Que não vive sem mim?! Então confia. — Ela disse já com lágrimas nos olhos.

— Eu preciso de um tempo.

— Não Chris, não me deixa.

— Eu preciso de um tempo, preciso pensar e depois resolvemos isso.

Ele saiu batendo a porta, enquanto Dulce ficou em casa chorando. Tinha vontade de morrer, vontade de abandonar tudo. Foi quando o telefone tocou.

— Alô. — Ela disse limpando as lágrimas.

— Dulce, minha filha!

— Mãe, se ligou para me ofender ou me xingar é melhor desligar, hoje eu não estou bem.

— Minha filha, eu fui muito injusta com você. O amor nasce assim, sem padrões, repentinamente e vocês se amam de mais. Me perdoa por cada palavra, meu amor. Eu te amo muito e estou totalmente arrependida.

— Eu te perdoo mãe. Mas depois conversamos, eu só preciso de um tempo comigo mesma.

— O que houve Dulce?

— Nada mãe, beijo, também te amo. — A ruiva desligou.

Se sentou no chão e se afogou em sua tristeza.

— O problema é que eu amo muito você! Mas esse amor, só acaba com a gente!

Ela se afogava em seu choro, pensamentos suicidas vinham em sua cabeça. O amor já não estava mais em seu coração, só tinha raiva, tristeza, decepções. Não era a primeira vez que ela se magooava, já havia perdido as contas. Pelo menos uma notícia boa. Talvez devia ficar mesmo era com Xavier, que a amava e com certeza daria valor a ela. Mas foi ele o causador de toda a tragédia.

Veio em sua cabeça todos os bons momentos com Christopher, o primeiro beijo, o primeiro olhar, os sorrisos, até a última vez que se amaram. Ele com toda certeza era o amor de sua vida, ela querendo ou não e isso a machucava. Bom, não a machucava dessa tal maneira, mas doía o fato dele não ter confiado nela.


quarta-feira, 30 de abril de 2014

Capítulo 44-História '' Vondy Meio-Irmãos''



Do nada ela e Xavier entraram em um assunto. Ficaram discutindo sobre ele por um tempo, rindo e brincando. Foi quando ele evolveu o rosto da mesma entre suas mãos — ela achou broxante e estranho —, ele foi se aproximando cada vez mais de Dulce, enquanto a mesma permanecia imóvel. Ele a beijou. Foi um beijo estranho, ela não se mexia. A língua do mesmo pediu passagem mas ela não concedeu. Dulce se deu conta e o empurrou.

Xavier:


— Você é louco! Eu não quero nada com você Xavier! Me esquece! — Dulce abandonou o cinema e foi embora. Embora em meio de lágrimas novamente. Acabou esbarrando em alguém.

— Olha pra onde anda.... Dulce? — Era Belinda, a ruiva estava tão nervosa que deu o dedo médio e foi embora.

Dulce foi transtornada para a saída do shopping. Ela estava praticamente sem destino. Andava, andava, andava e andava mais. Resolveu ir para a casa de Anahí. Foi direto para lá. Deu quatro batidas insistentes na porta e logo a amiga abriu.

— O que foi Dul?

— Annie, me ajuda! — Elas se abraçaram.

— O que houve? Me diz!

— O Xavier me convidou para ir ao cinema. Eu aceitei, foi tudo normal, mas aí ele tentou me beijar e beijou!

— Aí meu Deus e você correspondeu?

— Não! Mas eu estou nervosa! Vim do shopping até aqui, a pé!

— Meu Deus! Você quer um chá para se acalmar?

— Aceito Annie.

Anahí preparou um chá de camomila e logo voltou, entregando para Dulce.

— Obrigada. — Anahí assentiu. — Esbarrei com Belinda!

— Aonde?

— Nos corredores do shopping.

— Brigaram?

— Não. Eu apenas fiz um gesto mal, para ela.

— Imagino. — Ela riu. — Mas se acalma ruivinha, vai ficar tudo bem, ok?

— Ok. Mas eu estou com uma dúvida tremenda.

— Qual?

— Conto pra Christopher ou não?

— Dulce a base do relacionamento é a confiança! Você tem que confiar nele e se abrir!

— Mas e se ele me julgar?

— Ele não vai, só fala com jeitinho. Você não teve culpa.

— Obrigada por tudo amiga.

— Nada! E esse Xavier vai se ver comigo, primeiro faz a gente brigar, agora isso?

— Não Anahí, esquece isso! Eu não quero que ninguém saiba.

— Ok.

Capítulo 43-História ''Vondy Meio-Irmãos''


Ele tomou meus lábios, como se fosse o último dia de nossas vidas e se retirou de mim, logo após penetrando de novo, fazendo eu ir a lua e voltar. Ele fazia movimentos lentos, me forçando a rebolar.

Continuamos o ato, até os primeiros raios de sol aparecerem. Ás cinco da manhã, para ser exata, caí na cama logo pegando no sono. Depois de uma hora tive que me levantar para ir ao colégio, porém levantei com um sorriso no rosto. Tomei um banho rápido, já sai do banheiro colocando meus tênis e me arrumei rapidamente.

Tomei uma xícara cheia de café e coloquei minha mochila nas costas. Logo, já estava nos corredores do colégio, procurando com o olhar as meninas. Acabei esbarrando em alguém.

Dul:


— Oh, mil perdões como sou distraída. — Disse ajudando-o a pegar as coisas que haviam caído.

— Dulce?

— Sim.... Xavier?

— Só nos encontramos dessa maneira não é? — Ele disse rindo e eu assenti. 

Ele ficava a todo momento puxando assunto, minha vontade era o deixar falando sozinho, mas sei lá. Eu tinha uma certa pena. 

— Xavier, eu irei encontrar Annie e May, ok? Vou lá. — Disparei depois de encontrar as duas.

— Meninas! — Eu disse sorrindo.

— Oi Dul! — Ambas retribuiram o sorriso.

— Hum... Olha Anahí, ela está tão felizinha!

— É, né, o que deve ter acontecido?!

— Vocês viram passarinho azul, é?

— Nós que devíamos lhe perguntar, né!

— Meu Deus, como, vocês já sabem?

— Viu! — Maite disse rindo. — Estou certa!

— Como descobriram?

— Seus olhinhos brilhantes.

Contei tudo para elas, apenas polpei os detalhes, por vergonha! Entramos na sala e fizemos a prova normalmente, ocorreu tudo bem. A tarde fui para a casa. Christopher ainda não havia chegado. Fui direto para a cozinha e tomei um copo de limonada.

Depois fiquei mexendo no celular. Tomei um completo susto, quando recebi um SMS de Xavier, como assim ele tinha meu número?

“ Oi Dulce! Aqui é o Xavier. ”

“ Como conseguiu meu número?! ”

“ Sua mãe me passou. ”

“ Minha mãe?! ”

“ É. Como está, tudo bem? ”

“ Tudo sim. ”

“ Ah comigo também está ótimo.”

Por um momento fiquei confusa, para que minha mãe dar meu número a ele? Ela não queria nem olhar mais na minha cara, porém queria empurrar Xavier pra cima de mim, oi? Isso era totalmente estranho! 

Algumas semanas depois...

Dulce até estava amiga de Xavier, porém o mesmo não a deixava. Estava se dando muito bem com Christopher, tirando as crises de ciúme de ambos e discussões bobas. Ela tirava de toda as frustrações e desabafava com esse “amigo” — o que fazia Maite e Anahí se afastarem —. Vivia brigando com as meninas, pois ela passava a maior parte do tempo com ele. Maite havia voltado com Christian e Anahí estava quase noivando com Poncho e o grupinho não era mais o mesmo. E a ruiva querendo ou não a culpa era dela. 

Estavam na hora do almoço. Cada um seguiu seu caminho, Dulce resolveu sentar com eles — má ideia. 

— Oi, posso sentar aqui? — Ela disse, perguntando aos quatro. Todos assentiram. O almoço correu em silêncio, um silêncio constrangedor. — O que aconteceu com a gente?! Éramos os melhores amigos de toda vida e agora isso? Por briguinha a toa! Aqueles anos não valeram de nada? 

— Foi você quem procurou isso, você acha que queríamos isso, Dulce?! — Poncho disse.

— Eu procurei?

— Tudo mais importante na sua vida é os seus problemas, você foi cada vez mais se afastando de nós! — Respondeu Anahí.

— Vocês só sabem me julgar, me repreender, eu pensei que era para sempre. Estava errada, né?
 
— Ela se levantou e deixou a bandeja no lugar. Depois caiu no choro. Estava tudo muito difícil. 

Limpou as lágrimas e passou uma água no rosto. Quando ia saindo do banheiro, deu de cara com Anahí, também chorando. 

— O que houve Dulce?

— Nada.

— Como assim nada, seus olhos estão mais vermelhos que seus cabelos!

— Vocês! Parem de me julgar, parem de fazer isso comigo!

Elas se abraçaram. 

— Para com isso, fica calma, ok? É que você praticamente nos deixou, praticamente não! Você deixou, porém vamos resolver isso, não chora mais!

As aulas acabaram e Dulce foi para casa, mais uma vez Christopher ainda não havia chegado. Ela tomou um banho e descansou. Acordou ás sete e meia da noite, ele ainda não tinha chegado, já estava ficando preocupada. Ficou lendo um livro qualquer. 

Recebeu uma mensagem, mais uma vez de Xavier.

“ Dulce, eu estava aqui sem fazer nada e estava pensando, que tal irmos no cinema? ” 

A mesma ficou um pouco pensativa, mas não havia problemas eles eram amigos e era só um "cinema". Mandou uma mensagem confirmando e começou a se arrumar. Colocou uma saia com cinto, uma blusa de mangas branca curtinha deixando a sua barriga lisa e definida a amostra, um cachecol azul e uma meia-bota com saltos altos.


Logo o mesmo chegou. De imediato ficou impressionado com a beleza da ruiva — safado. Eles ficaram o caminho todo calados, Dulce já estava constrangida com aqueles olhares. Assim que chegaram no shopping foram em direção ao cinema. Compraram entradas para um filme de comédia.

No cinema o pensamento de Dulce era todo em Christopher. Estava se sentindo meio culpada, não havia nem o avisado que iria. Xavier puxava assunto e tudo, mas ela não correspondia. Havia feito tudo totalmente errado naquele dia.

O filme não tinha nada de engraçado — para Dulce —, ela ficou calada o tempo todo e não dava nenhuma risada. Quando dava era forçada.