quinta-feira, 1 de maio de 2014
[Vídeo] Dulce María apresenta seu disco em Vuelve La Vida
Direto da Cidade do México, Dulce María concedeu algumas entrevistas a programas regionais da Televisa para promover seu novo disco. Nessa ocasião você confere a entrevista que a cantora concedeu ao Vuelve La Vida da Televisa Veracruz. Veja:
Capítulo 7- Vondy ''Tu Amor''

"Eu prometi a Mia e a mim mesmo que eu não ia me aproximar de Roberta nunca mais, mas é quase inevitável. O jeito que ela canta, o jeito que me olha, que fala as coisas, é impossível. Mas não vou correr atrás dela, não dessa vez. Eu cansei! E sobre eu encontrar um novo amor? Sim, eu vou. Alguém bem melhor que Roberta Pardo." -Diego Bustamante.
POV ROBERTA:
Não podia negar de jeito nenhum, eu pensava em Diego a cada instante, a cada segundo. Eu já estava cansada disso. Passava em minha mente: "Será que ele ainda sente algo por mim?", mas parava pra pensar que não. Ainda por cima o Diego né... Já devia estar com outras, outras e mais outras. Então, bola pra frente e vá encontrar um novo amor, Robertinha.
Já era sexta feira, as aulas já haviam terminado e eu iria para casa de Mia. No caminho do meu quarto, sem querer esbarrei em Zico.
–Perdão, Zico!
–Tranquilo, Robertinha.
–Robertinha? Adoro quando me chamam assim.
–Bom... Então dei sorte né.
–Sim... -Ri tímida.
–Toparia sair comigo hoje? Um jantar a dois?
–Claro, mas é que eu já tenho compromisso pra hoje. Pode ser semana que vem?
–Sim, então combinado!
–Combinadíssimo! Tô indo, beijinhos.
POV DIEGO:
Eu estava indo para o meu quarto, quando vejo a ruivinha e o Francisco (ele não merece ser chamado de Zico por mim). Ouvi tudo escondido, então eles iriam sair. Que se dane! Vou ligar pra uma agora mesmo porque eu também vou sair.
Pensando melhor, que tal sair no mesmo restaurante, no mesmo dia, e na mesma hora? Ai, Roberta... Você não perde por esperar.
NARRADOR:
Roberta já estava na casa de Mia. Conversavam sobre... garotos!
–E aí, amiga... Como você está com o Miguel?
–Estamos mais ou menos.
–Por que? -Disse Roberta pegando um biscoito (bolacha) de dentro de sua bolsa.
–Sei lá, ele anda muito ciumento.
–Isso é coisa normal, Mia.
–Amiga, amiga, amiga... Esqueci de te contar.
–O que?
–Um produtor de música estava na boate que você e o Diego cantaram.
–E?
–E que ele veio falar comigo pra gente formar uma banda.
–A gente? Como assim? Me explica direito isso.
–Olha.. Ele é amigo do meu pai, e o meu pai diversas vezes me ouviu cantar no banheiro e disse para ele que minha voz é boa. E o produtor também ouviu você e o Diego cantar, então juntou o útil ao agradável e pronto.
–Mas uma banda de três é meio difícil... E fora isso, eu não vou fazer parte de uma banda que tenha o Diego, você sabe dos nossos problemas.
–Ai, ruivinha... Você tem que passar por cima desses problemas. Eu acho que ele também não vai aceitar. Mas olha tem o... o... Giovanni!
–E ele canta bem?
–Nunca ouvi ele cantar, mas só a voz dele é bonita, imagina cantando.
–Tá, mas continua sendo 3 pessoas.
–Aiii, ruiva... Parece que você é loira. O Miguel também vai entrar junto comigo.
–Hum... parece legal.
–Claro que é legal. Mas eu queria tanto a presença do Diego, ele canta tão bem.
–Ele não vai aceitar, Mia, acorda.
–Olha... Eu conheço o Diego há anos e ele ama tocar violão, bateria e outros instrumentos.
–Outros instrumentos, hummmm..
–Eu tô falando sério, Roberta! Ele não vai perder uma oportunidade como essa.
–E se ele entrar, qual garota vai junto com ele?
–Tem a... Lupita!
–E pode ser uma maneira dela perder a timidez dela.
–Claro! Então vou ligar pro Diego agorinha e ver se ele topa.
POV DIEGO:
Estava vendo jogo na tv, e que droga! O Barcelona estava perdendo.
Até que eu recebo o telefonema de Mia:
–Alô?
–Oi Dieguinhooooooooo!
–Fala Barbie...
–Tenho uma proposta pra te fazer.
–Qual?
–Você gostaria de fazer parte de uma, sei lá, banda?
–Claro! Que incrível. Mas quem faria parte da banda?
–Eu, Lupita, Giovanni, Miguel e...
–Não! Se tiver Roberta, não.
–Ai, Diego, para! Maturidade, por favor.
–Não é uma questão de maturidade, Mia. É uma questão de eu não querer a Roberta perto.
–Por que? Medo de se apaixonar de novo por ela?
Sim, era... Mas não ia falar isso pra Mia.
–Claro que não, Barbie. Tá bom, eu entro na banda só pra te mostrar que eu não tenho nada mais com a Roberta e nem vou ter.
–Quero ver então... Bezitos, bebê.
–Beijos Barbie...
POV MIA:
Meu sonho estava virando realidade, e junto com a ajuda dos meus amigos, que belo! Agora só faltava ligar pro Giovanni e Lupita, tenho total certeza que eles iam aceitar. Miguel eu já havia falado e ele estava escrevendo uma música.
Liguei para Giovanni e Lupita e eles aceitaram, tudo indo muito bem. Pedi para Lupita fazer uma música e ele falou que estava fazendo e levaria segunda para escola. Pedi também pra Giovanni mas ele falou que era incapaz disso.
Eu e Roberta também estávamos escrevendo uma música, chamada "Otro Dia Que Vá", Lupita estava escrevendo uma chamada "Santa No Soy" e foi a Roberta quem pediu esse título, hahahaha. Miguel escrevia uma chamada "Un poco de tu amor" e Diego escrevia uma que era "Futuro Ex Novio" acho que era esse o título.
NARRADOR:
Os dias se passaram e já era segunda. Depois das aulas todos foram pra biblioteca, assim como combinado. Mia já foi logo falando:
–Não estamos aqui para conversar, e sim para mostrar as músicas, ok? Roberta começa com você.
Roberta segurava os papéis, se levantou da cadeira e disse:
–Eu fiz 2 músicas, quer dizer uma eu fiz com a Mia e outra eu já tinha. A música que eu fiz se chama "Fuego" e fala sobre... sobre como você se sente ao ver uma pessoa que você gosta. Vou cantar pra vocês.
–E a outra música se chama "Otro Dia Que Vá", Mia vem cantar comigo.
–Agora é com você, Mia.
–Bom... A música que eu fiz se chama "Salvame".
"Muito linda!" Era o que todos diziam.
–Diego, agora é com você.
–A música que eu fiz se chama "Futuro Ex Novio" e Miguel e Giovanni preciso da ajuda de vocês.
–Agora é você, Miguel.
–A música que eu fiz é pra todos cantarem, se chama "Un Poco de Tu Amor".
–E você Lupi?
–Deixando claro que foi a Roberta que fez esse título eu apenas fiz a letra, mas é pra Mia e Roberta cantarem.
POV ROBERTA:
Eu acho que essa ideia de banda não vai dar certo. Não pelo fato de estar Diego e eu, mas sim pelo fato de sermos jovens e não sabermos de nada. Só vendo no que vai dar.
POV DIEGO:
Eu prometi a Mia e a mim mesmo que eu não ia me aproximar de Roberta nunca mais, mas é quase inevitável. O jeito que ela canta, o jeito que me olha, que fala as coisas, é impossível. Mas não vou correr atrás dela, não dessa vez. Eu cansei! E sobre eu encontrar um novo amor? Sim, eu vou. Alguém bem melhor que Roberta Pardo.
Capítulo 6-História ''Tu Amor''

"Mas estava decidido: Agora eu seria frio como inverno, duro como uma rocha. E estava mais decidido ainda sobre esquecer Roberta, e encontrar um novo amor." -Diego Bustamante.
NARRADOR:
Hoje começava as aulas no Elite Way School, Roberta acordou cedo junto com Josy e Lupita, e logo estavam arrumadas.
POV ROBERTA:
Lembram uma vez que eu falei "essa Lupita se fazia muito de santinha, não curto pessoas assim. Mas eu a mudaria." Isso ainda não saiu da minha mente, assim como ainda não saiu da minha mente o por quê de terem me mudado, e também não entendi até hoje "cuidado para não se misturar com o grupo errado." Hoje sem falta perguntaria para Mia.
Enfim, fui para sala e a aula era de física, super amo! Mentira! Odeio! Diego era da minha sala e ficamos trocando olhares o tempo todo, a vontade que eu tinha era de levantar e ir beijá-lo, mas acho que isso daria uma bela suspensão.
POV DIEGO:
Assim que acabou as aulas fui para sinuca. Não aguentava mais estudar e olha que ainda era segunda.
Tomás chegou para mim do nada interrompendo a partida e falou:
–Diego, esse é o Francisco, pode chamar de Zico, ele é novo e vai ser do nosso quarto.
–Prazer, Diego Bustamante.
–Bustamante? Cara, minha mãe é super fã do seu pai! Não deixa uma vez de votar nele e ainda indica para os vizinhos também votarem.
–Que bom, mas não fala do meu pai por aqui, ok?
Nesse momento, Roberta chegou.
–Oi Dieguinho!
POV ROBERTA:
Vi um desconhecido na minha frente, sei que ainda não tinha muitos dias na escola para conhecer todos, mas aquela cara eu nunca vi...
–Quem é esse?
Aquele garoto olhou para mim e estendeu sua mão:
–Francisco mas pode me chamar de Zico, prazer.
–Roberta Pardo, prazer. -Apertei sua mão, e ele lhe beijou.
–Encantado.
POV DIEGO:
Já não gostei dele de cara, e agora ele faz isso com a minha ruiva? Eu tinha que tirá-la dali.
–Roberta, acabei de lembrar que temos que entregar o trabalho sobre o amor.
–É verdade! Tchau Zico!
Fomos para biblioteca, mas eu havia me dado conta que Roberta tinha pisado e eu ainda não havia feito de novo. Mas o inspetor Estevão chegou na hora.
POV ROBERTA:
Quando entrei na sala vi a folha que eu pisei ainda no chão, e isso me fez lembrar tudo que Diego tinha me falado. E eu ainda dei confiança para ele todos esses dias... O inspetor estava lá pedindo para entregar o trabalho.
–Cadê os trabalhos, jovens?
E lembrar cada palavra que ele me disse me fez ter um ódio dele muito grande!
–Inspetor, eu fiz a parte do amor, mas a parte que era para ele fazer ele não fez... Olha, tá até no chão, ele deve ter dado aqueles ataques e começou a pisar, rasgar, sei lá, mas a minha parte eu fiz, então tchauzinho.
POV DIEGO:
Por que? Por que Roberta falou aquilo? E o beijo de ontem, e quando ela me cuidou? Ela não lembra?
–Bustamante, vem comigo para tomar uma advertência.
POV ROBERTA:
Quando saí furiosa da biblioteca dei de cara com Zico, e os livros que estavam equilibrados no braço dele caiu no chão.
–Perdão Zico!
–Tudo bem...
Ajudei ele a catar cada livro.
–Perdão, eu sou muito desastrada.
–Tudo bem, Roberta... Você pode me dizer aonde é o quarto 4m?
–Claro, vem comigo.
Mostrei para ele aonde era, e era o quarto de Diego.
–Você vai conviver com dois garotos muito metidos e falsos, cuidado.
–Me considero blindado.
–Você vai precisar de muita blindagem, hahah.
Lembrei que tinha que falar com Mia, então me despedi:
–Tenho que ir agora, beijinhos.
Fui até o quarto de Mia e ela estava lá retocando a maquiagem.
–Mia?
–Oi!
–Me explica uma coisa...
–Fala.
–Quando eu e você nos conhecemos, você disse para eu ter cuidado para não me misturar no grupo errado. O que você quis dizer com isso?
–Você tá aqui há dois dias e ainda não sabe?
–Não...
–Aqui tem grupo para tudo. O grupo de patricinhas, mauricinhos, nerd's, esportistas, e tudo. Mas em cada grupo há alguém da seita.
–O que seria essa seita?
–São grupos de estudantes que fazem mal a alunos que não vão com a cara, ou que são bolsistas, bolsistas principalmente.
–E por que fazem mal?
–Pra pessoa se sentir ofendida e querer sair do colégio, quanto menos bolsistas e pessoas que não suportam, melhor.
–E... No grupo de patricinhas, quem faz parte? E no de mauricinhos? E no dos esportivos?
–Não posso te falar nada, Roberta.
–Como não? Claro que pode.
–Eu descobri isso sozinha, você também pode.
–Tá, e por que eu mudei de quarto de repente?
–Alguém da seita quis te tirar, é óbvio.
–Mas quem?
–Eu não sei...
POV DIEGO:
Depois de tomar uma bela advertência, fui em busca de Roberta, ela tinha que me esclarecer o porque disso. Cheguei no quarto dela, ela estava sozinha.
–Roberta!
Fui até ela, e comecei a chacoalha-la.
–Me solta, tá maluco?
–Por que você fez aquilo?
Joguei-a na cama e fiquei por cima dela.
–Vai me bater?
–Não, mas eu queria.
–Então bate.
Eu ia me aproximando para beijá-la.
–Não me beija, e sai de cima de mim ou então eu começo a gritar.
Saí de cima dela, e tentei ter uma conversa formal.
–Roberta, por que você tá assim?
–Eu tô normal, eu tô como eu deveria estar com você desde o começo.
–Mas por que?
–Não tem por que, agora sai do meu quarto e sai da minha vida, não quero mais você aqui, Diego.. Sai!
Saí. Mas estava decidido: Agora eu seria frio como inverno, duro como uma rocha. E estava mais decidido ainda sobre esquecer Roberta, e encontrar um novo amor.
POV ROBERTA:
Me doía cada palavra que eu dizia para Diego, mas o que eu podia fazer? Não podia permanecer com alguém que me machucava tanto. Peguei a mesma folha que um dia havia escrito uma parte de uma música para ele.
Sei que fui ingênua e me senti
Pendurando borboletas no céu
E hoje eu estou tentando voltar para o chão
Fui ingênua e voltei a você, meu ar
E hoje a vida é um deserto
Por te amar de coração aberto
Tentarei reconstruir minha paz
Queimar seus beijos, não olhar para trás
Te dei o meu oxigênio, minha voz, fiz um mundo para dois
Você me fez acreditar em você
E depois você disse adeus...
Capítulo 5- Vondy '' Tu Amor''

"Não dava para resistir, era tão bom beijá-lo. Só nós dois, eu e ele, ele e eu, sinceramente? Não há nada melhor. Era como uma necessidade, é como se ele ascendesse o fogo que há em mim e por nada, nada, nada, conseguia apagá-lo. Eu precisava dele, parecia que ele era meu chão." -Roberta Pardo
NARRADOR:
Eles ficaram conversando até 22 horas, quando Roberta decidiu voltar para escola:
–Você não acha melhor nós voltarmos para escola, Diego?
–Sim, mas saiba que é longe daqui, por isso viemos de van.
–Verdade... Então vamos entrar e dançar um pouco?
–Vamos.
Entrando na boate, todos os olhares se viram para eles e Mia grita junto com Miguel:
–Aêee, finalmente!
POV ROBERTA:
Por que finalmente? A gente não ficou! Pelo menos dessa vez... Mia deve estar bêbada. Melhor dar um corte nisso, fui até ela e falei:
–Mia, que finalmente o quê?! Não ficamos.
–Por que não? Quer uma forcinha?
–Não quero nenhuma forcinha não, eu não quero ficar com ele.
–Eu sei que quer...
–Não, não quero.
–Tem certeza?
–Ah... -Fiquei pensativa, mas Mia já sabia que eu estava gostando dele então me entreguei. -Talvez quero, mas não quero ajudas, deixa acontecer naturalmente.
Não sou do tipo de garota que acredita em amor para sempre, pra mim o pra sempre acaba uma vez, nada é para sempre. Mas eu acredito em amor duradouro, se há amor, confiança e fidelidade, um amor "sempre" será duradouro.
POV DIEGO:
Assim que eu e Roberta entramos na boate todos olharam para nós, parecíamos aqueles casais unidos e que todos queriam juntos. Parecia que Roberta era uma namorada perfeita e eu o namorado perfeito que se combinam. Bom, até que não é uma má ideia.
Ela foi até Mia e eu fiquei procurando Tomás, que devia estar muito bêbado.
Achei ele, e não é que eu tinha razão?!
–Fala aí, Diego!
–Qual foi, Tomás, já pegou quantas?
–Umas 6 e você?
–Ainda nenhuma.
–Como assim? E a Roberta? Você não estava com ela lá fora?
–Sim, mas é que... que sabe né... a Roberta ela... ela é muito difícil, vai demorar um pouco pra eu pegar ela.
O Tomás não podia saber que eu estava apenas conversando com ela, mas era o que eu queria, apenas conversar. Conhecê-la melhor e saber um pouco mais sobre ela, quem era realmente Roberta Pardo. Se eu falar pro Tomás que eu estava só conversando ele vai me chamar de romântico e em milésimos de segundos a notícia vai se espalhar pela escola toda. Eu não quero isso.
Enquanto eu pensava nisso, Tomás pegou uma bebida pra mim.
–Tá forte do jeito que você gosta.
–Eu não queria beber hoje...
–Ah qual é... Tá fraco hoje? Tá fraquinho neném?
Tomás me chamando de fraco? Quem era o que mais bebia nas festas? Quem era o que mais saía bêbado? Cadê o Diego de antes? Eu não podia ser chamado de fraco ainda por cima pelo Tomás, então eu virei o copo inteiro, bebi tudinho e quando acabei bati o copo na mesa.
–Garçom, mais uma rodada.
E assim foi, rodadas e mais rodadas, teve até uma que eu falei já muito bêbado.
–Trás mais uma rodada, mas sem ser minha ex.
Me referindo a Vick. Fui bebendo, bebendo, alterando bebidas, e quando foi 22:58h (lembro da hora porque ouvi uma gatinha falando), Tomás falou que ia ao banheiro. Mas quando foi 23:05h, ele ainda não havia voltado. "Merda!" pensei.
Pedi uma garrafa inteira pro garçom e paguei com o dinheiro que papai tinha me dado. E fui andando com uma garrafa e um copo na mão procurando por Tomás.
POV ROBERTA:
A van já estava nos esperando, mas ela não podia esperar mais. Já eram 23:05h e nada do Diego aparecer. Todos já sabiam do horário que a van ia buscar, por isso a turma toda já estava lá fora até o Tomás amigo dele, exceto eu, que decidi procurar por Diego. A boate não era muito grande, então não seria tão difícil acha-lo, mas estava muito cheia, não queria nem saber, só queria achar Diego, vai que ele estava fazendo alguma besteira.
Procurei no banheiro masculino, sim, eu entrei no banheiro masculino. Estamos numa boate e qualquer coisa só falar que estava bêbada e entrou por engano, mas ainda bem que ninguém falou absolutamente nada.
Procurei no banheiro feminino, vai que ele estava lá ué, poderia estar bêbado, e eu não duvidava nada. Mas foi sem sucesso, continuei a procurá-lo pela boate.
"Não tem jeito! Desisto." pensei, e quando ia passar pela porta da boate, senti uma mão me puxando, olhei para trás e era um maluco que havia na boate, mas sei lá, eu conhecia aquele maluco. Fiquei olhando para cara dele com uma interrogação, e acho que ele percebeu.
–Você não está lembrada de mim, né?
–Não mesmo!
–Sou Julio, fui seu namorado na quinta série.
–Ah, eu lembro! Desculpa, mas eu tenho que ir, conversamos outro dia. -Eu disse indo sair de novo, mas ele puxou de novo.
–Pode pelo menos me dar seu número de telefone?
Se eu desse meu número de telefone ele ia ficar me perturbando todo dia, creio eu. Numa boate ele me reconheceu e me puxou, imagina no telefone, não não!
–Desculpa, mas eu tenho que ir.
–Por favor, só seu número.
–Não, com licença.
Ele não queria largar meu braço, ele me apertava cada vez mais e estava começando a ficar dolorido.
–Ruiva, me dá seu telefone.
Foi quando veio alguém que não consegui decifrar quem era, veio muito rápido e deu um soco em Julio.
–Não chama ela de ruiva, seu estúpido. -Era Diego.
Com o impacto Julio caiu, Julio sempre foi de briga, por qualquer motivo. Pelo visto, Diego também. Diego era tão magrinho em comparação a Julio que a única coisa que eu pude fazer, foi falar:
–Diego, corre.
Mas foi tarde demais, Julio deu uma rasteira em Diego que o fez cair e começou a dar socos aparentemente fracos em Diego.
–Solta ele, solta ele! -Eu gritava em vão.
Uma multidão começava a se formar até que os seguranças vieram e separaram a briga.
–Se continuarem vou retirar os dois.
Eu disse:
–Não precisa, eu e ele já estamos indo.
–Você me paga. -Disse Diego com a mão apontada para Julio.
NARRADOR:
A van já havia ido embora, e Roberta e Diego chamaram um táxi. Ele estava sangrando no nariz e perto da sobrancelha, mas ela avisou:
–Quando chegarmos no colégio eu cuido de você. Tá doendo?
–Um pouco...
–Tá sangrando muito. Motorista, você tem tesoura?
–Só tenho esse canivete que esqueceram aqui.
–Serve.
Roberta pegou o canivete e cortou uma parte de seu vestido.
–Roberta, não precisa.
–Shiu! -Roberta disse para calar a boca de Diego.
Ela começou a passar com delicadeza sobre o nariz e sobrancelha de Diego. Mais uns 20 minutos e eles já estavam no colégio.
–Obrigada taxista.
Eles foram para o quarto de Diego, que era o mais perto.
–Tem algum kit de socorros aqui?
–Acho que tem, vê aí.
Roberta procurou um pouquinho e logo achou.
POV DIEGO:
Estava doendo muuuuuuuuuito, mas disse para Roberta que era pouco, creio que ela não acreditou. Ela foi cuidando com todo cuidado do mundo, parecia que tinha prática com isso.
–Você tem... Ai... Muita prática... Ai ai! -Disse enquanto gemia de dor.
–Acredita que é a primeira vez que faço isso?
–Não, não acredito.
–Agora vou botar um pó que vai arder um pouquinho.
POV ROBERTA:
Aquele pó era muito forte, ardia até em pele normal, imagina na pele machucada.
–Vai arder pra caraca! -Avisei, não custava nada avisar.
–Ai não, Roberta...
–Já sei!
Peguei um pouco do pó e coloquei na ponta dos dedos, e quando fui aplicar na ferida da sobrancelha, tasquei um beijo nele enquanto aplicava, talvez diminuísse a dor.
POV DIEGO:
Outro beijo, que maravilha! Tudo ocorrendo bem entre a gente. Na ferida do nariz foi a mesma coisa, mesmo sem posição ela arrumou um jeito de me beijar para amenizar a dor.
–Se toda vez que eu me machucar for cuidado assim, quero me machucar toda hora.
–Hahahaha, bobinho!
Ela colocou um band-aid e pronto.
–Amanhã não vai doer mais. Vou para o meu quarto, guarda o kit e vai dormir.
Ela se dirigia a porta, mas não dava para aguentar, eu precisava beijá-la, era uma necessidade. Então, puxei ela e ficamos cara a cara, frente a frente, só eu e ela (Tomás também, mas esse corno já havia até dormido), mas no nosso mundo, era só eu e ela.
–Eu te amo. -Foi a única coisa que consegui falar, talvez precipitado, estava muito cedo para isso.
Então beijei-a com todo romantismo, como nunca havíamos nos beijado antes, foi uma sensação maravilhosa. Quando acabamos, ficamos nos olhando e pelo olhar dela ela tinha gostado, porém ela se afastou e disse:
–Vamos dormir, amanhã temos aula.
–Verdade... É... Boa noite.
–Boa noite.
Ela caminhou até a porta e abriu, me olhou e eu não conseguia tirar os olhos dela.
–Boa noite. -Ela disse repetidamente.
–Boa noite. -Retribuí.
Então ela saiu e fechou a porta. Passou uns 10 segundos e ela voltou, correndo para mim, e me beijou.
POV ROBERTA:
Não dava para resistir, era tão bom beijá-lo. Só nós dois, eu e ele, ele e eu, sinceramente? Não há nada melhor. Era como uma necessidade, é como se ele ascendesse o fogo que há em mim e por nada, nada, nada, conseguia apagá-lo. Eu precisava dele, parecia que ele era meu chão.
Não sei porque, mas nós estávamos nos dando tão bem.
Capítulo 4- Vondy ''Tu Amor''

"A música tem o dom de te fazer feliz quando você está triste, tem o dom de te dar criatividade, tem o dom de unir as pessoas. Quando eu boto o fone, eu esqueço o mundo. Obrigado, música, você não sabe o quanto é importante na minha vida." -Diego Bustamante.
POV ROBERTA:
–Que nojo!
–Só fiz isso pra você calar a boca.
–Mas eu não estava falando nada, bonequinho... Pode falar, você não resiste a mim, você deseja a todo instante me beijar, quis isso desde ontem.
Fui ousada, mas era isso que o momento precisava.
POV DIEGO:
Uau!! Essa ruiva só falou fatos verdadeiros. Era meu momento de confessar o que eu sinto por ela.
–Verdade. Quis isso desde a primeira vez que eu te vi, e quero para vida toda.
–Vida toda? -Ela foi se aproximando da minha boca... -Não vai ter nem um dia.
Ela ia saindo da biblioteca, foi quando eu a segurei pelo braço e juntei ela bem perto a mim, e dei outro beijo. Corpos colados, lábios molhados... O beijo da ruiva era uma delícia!
Assim que a gente parou de se beijar, ela me olhava com desejo parece que queria mais. Talvez queria. Com toda certeza queria. Ela se aproximou de mim novamente e assim que ia me dar outro beijo, o sinal da escola tocou.
–O que é isso? -Perguntou Roberta.
–O diretor tá querendo falar com a gente, vamos.
NARRADOR:
Assim que chegaram lá, já estava todos os alunos. Diego se misturou com Tomás e Roberta se misturou aonde Mia e Miguel estavam. O diretor então disse:
–Alunos, como vocês sabem todo ano tem festa de início de ano, e esse ano não vai ser diferente. São 15h e a festa será 19h, então as meninas que demoram a se arrumar já comecem. A van vai pegar vocês 18:30h. Então vamos se arrumar, alunos!
Cada um foi para o seu quarto e as meninas começaram a lavar o cabelo, fazer babyliss, prancha etc..
Às 18h as meninas e os meninos já estavam arrumados.
Roberta:
Mia:
Lupita:
Pegaram a van, e foram pra festa.
Na festa...
Roberta e Mia só queriam saber de dançar, desciam até o chão, rebolava e tudo ia muito bem.
Diego bebia pouco dessa vez, já Tomás bebia como se não houvesse amanhã. Até que em alguma hora, Tomás foi ao banheiro mas passou pelos fios do som, como estava bêbado e sem caminho, acabou derramando bebida nos fios, fazendo assim não funcionar mais.
Um cara, que parecia o cantor do grupo avisou que não teria a banda tocar mais por causa dos fios. Diego logo pensou: Roberta.
–Roberta, Roberta!!
–O que é, Diego?
–Ouviu isso?
–Sim, acho que ainda não tô surda.
–Vamos cantar.
–Tá maluco?
–Eu sei como sua voz é bonita e... vamos!
POV ROBERTA:
Deixei o orgulho de lado, e aceitei. Seria uma boa experiência.
–Tá, Diego, tá.
–Conhece a música "Por Besarte- LU"?
–Claro...
Nós dois subimos no palco, era tanta gente! Não era pessoas apenas do colégio, eram pessoas que nunca vimos na vida.
Comecei a cantar, minha barriga estava mais fria como nunca, e eu não sei porquê, mas toda vez que eu olhava para Diego eu me sentia segura...
POV DIEGO:
Assim que acabamos de cantar, era a hora de eu ter novamente a desculpa de Roberta. Com uma multidão, talvez ela me perdoaria.
–Roberta, eu sei que fui um idiota esse dois dias, como sempre pensando em mim, mas agora, eu só consigo pensar em eu e você. Não consigo respirar direito, não consigo ter uma concentração sem você. Por mais que pareça estranho, eu sei que parece, mas desde o último dia que te conheci eu não consigo tirar você da cabeça. Sei que já tentamos, mas que tal tentar de novo recomeçar do zero? Menos brigas, só amor. Quem sabe um dia dá até namoro, mas por favor, sei que fui um idiota, otário, me chame do que quiser, eu fui tudo. Mas eu pensei melhor, ou seja, você fez eu pensar melhor, então me perdoa por favor, vamos recomeçar e fazer dessa vez valer a pena.
POV ROBERTA:
Ele teve coragem, na frente de todo mundo, falar aquele texto pra mim. Fiquei emocionada, e não tinha o que falar, além de...
–Prazer, meu nome é Roberta Pardo, e o seu?
As pessoas começaram a aplaudir. Diego me deu um beijo na testa e me deu a mão para irmos conversar lá fora. Chegamos lá fora e nos sentamos na grama, ele disse:
–Espero que dessa vez podemos nos dar bem.
–Eu também espero isso... Mas por que somos assim? Sempre tivemos intrigas sem ao menos um conhecer outro.
–Não sei. A gente não se bate.
–Que tal a gente se conhecer melhor?
–Ótima ideia, me diz.. O que você gosta de fazer?
–Gosto de dançar, cantar, alegrar os outros, e... beijar, claro. E você?
–Gosto de tocar violão, é sério, isso é minha paixão, gosto de cantar, dançar mais ou menos, gosto de jogar sinuca e talvez gosto de beijar. Mentira, gosto muito.
–Hahahah! Danadinho...
–Um pouquinho! Qual é o seu sonho?
–Meu sonho? É um dia ser muito famosa, conhecer vários países, principalmente Brasil, e também meu sonho é que jamais tenha racismo, preconceito, bullying... Sério, eu odeio isso! E o seu sonho?
–Meu sonho é ser famoso mas pelo o que eu gosto de fazer. Que as pessoas gostem e cantem minha música...
–Olha, já temos coisas em comum! E... Você cantou muito bem essa noite.
–Obrigado, você também deu um show!
–Que nada... Diego, aproveita que estamos nos conhecendo e me diz todos os seus problemas?
–Por que isso?
–Vai, fala... Depois eu conto os meus.
–Tá bem... Um dos meus problemas é o meu pai. Ele é um político, ele é muito rígido, eu sou obrigado a respeitá-lo, a fazer o que ele quiser, e eu detesto isso com todas minhas forças.
–E por que você não o encara?
–E adianta?
–Claro que adianta!
–Você quem pensa...
–E a sua mãe?
–Ela é traída pelo meu pai, já vi várias vezes isso. E ela é tão ingênua, tão doce... Sabe como mãe é, quer sempre o bem do filho etc e é isso que ela quer meu. Sabe como é?
–Não, sinceramente, eu não sei...
–Como não?
–Minha mãe talvez nunca tenha dado o valor pra mim, ela sempre foi preocupada em show's em turnês... E eu sou conhecida como "filha da Alma Rey" parece ser legal, né, mas uma hora cansa.
–Hum... E seu pai?
–Eu me considero órfã de pai.
–Ora, haha, por que?
–Ele nunca ligou pra mim, nunca fez questão de estar comigo, e isso é uma coisa que me machuca por dentro, mas na verdade, eu não ligo. Eu enfrento tudo.
–Queria ter sua força pra enfrentar tudo isso.
–Do que adianta ter força para enfrentar, mas ser fraca toda noite?
–É... Mas, mudando de assunto... Você já namorou?
–Nunca tive sorte em relacionamentos, já você... nem preciso perguntar.
–Por que? Só namorei uma vez, mas namorei a Vick, eu quero namorar alguém que eu goste, pra ver aonde eu chego, o meu romantismo, e tudo...
–Eu entendo...
POV DIEGO:
Roberta era boa de papo, pelo pouco que conversamos percebi que ela era uma doce menina, e muito bacana. Me encantei pelo seu sorriso, pelas horas que ela mexia no cabelo, na hora que mordia os lábios... Estava muito encantado por ela. Pelo lado bom, não fui tímido e falei o que queria no palco, e então tive a oportunidade de conhecer uma Roberta que jamais pensaria que ela fosse. Eu estou amando conhecer Roberta Pardo, ver quem ela é.
POV ROBERTA:
Quem diria que Diego Bustamante fosse assim. Não sei descrever, mas ele tem um jeito único. Um jeito que me fazia dar risadas, e vezes me deixava sem ter o que falar. Foi bom conhecê-lo de um jeito que eu nunca pensaria. Ele me mostrou ser totalmente diferente do que eu tinha em memória. E quando nos olhávamos, eu via brilho no seu olhar e sua boca, tão rosinha... Me dava vontade de beijá-lo. Ele mexia no cabelo loirinho dele, e eu percebi quem em algumas horas ele só piscava um olho. As sardinhas dele, a sobrancelha... Sei lá, será que era amor o que eu sentia?
Capítulo 3- Vondy ''Tu Amor''

"E quando você pensa constantemente em uma pessoa? Parece que seu mundo gira ao redor dela e cada palavra, cada coisa, cada lugar, você lembra dela. Isso se chama amor, é a primeira vez que eu tô provando isso, e te dizer... é amargo." -Roberta Pardo.
POV DIEGO:
Droga! Dessa vez foi por impulso. E agora? O que eu iria fazer para provar pra Roberta que eu realmente gosto dela?
Ela havia expulsado Tomás, será que desta vez ela o expulsou para ouvir o que eu tinha pra dizer?
–Roberta...
–Vamos fazer o trabalho, antes que eu desista e aceite suspensão, advertência, qualquer coisa.
–Você tem que me ouvir.
Falei uma coisa sem sentido, é claro que ela não queria me ouvir. Eu não tinha nem em mente o que eu poderia falar.
–Ouvir o que? Você dizendo que gostou de mim, que sou linda, que sou tudo, mas é só chegar um amigo seu que você muda. Diego, eu não faço questão de tê-lo, e muito menos questão de ficar com você. Assim como eu não sinto nada por você e não me importa nada o que você diz pra mim ou o que você faça pra mim.
Nossa, ela foi forte. Pela cara dela ela não estava brincando. Quer saber? Vou desistir dela, que se dane ela também.
–Amigos?
–Vai sonhando, boneco de plástico.
NARRADOR:
Os dois ficaram em silêncio absoluto, Roberta pegou um papel e uma caneta e escreveu e aos poucos seus olhos se enchiam de lágrimas. Diego percebeu isso, e falou:
–Roberta, por que você tá chorando?
–Eu não tô chorando...
Nenhuma lágrima havia caído de seus olhos.
–Pensei que estava...
–Pensou errado, bonequinho...
–O que você escreveu até agora?
Roberta leu para Diego:
"Amor... Amor, é quando você ama alguém na mesma medida que ama a si mesmo. Em certos momentos, o amor não é correspondido. Seja por orgulho, ou por amar outra pessoa" Quando dizia isso seus olhos enchiam de lágrimas novamente. "Mas quando você se apega a uma pessoa, jamais quer saber dela com outra. No amor existe também ilusão, quando uma pessoa diz que te ama ou te enche de elogios, porém na verdade ela apenas quer te usar, pois nada é verdade." Lágrimas caíram de seus olhos.
–Roberta, por que está chorando? Agora não tem motivo pra dizer que não está.
POV ROBERTA:
Eu não podia confessar que chorava por causa dele, não podia me rebaixar.
–Por que eu te falaria? Olha, não vai ler mais nada, mas eu escrevi tudo o que é o amor, agora escreva porque devemos amor o próximo. Vou pro quarto.
Na verdade, eu passei no quarto de Mia pra pegar meu mp3, ela já havia chego e me viu chorando.
–Beta.. O que foi?
Pensei, pensei, pensei... Eu precisava desabafar, então... Então, vou contar!
–Olha, só vou te falar porque você é minha amiga.
–Pode falar.
–Eu estou gostando do Diego, mas eu sei lá... Ele não gosta e quando me diz algo doce, chega algum amigo dele e ele muda, diz que é mentira, me rebaixa. E quando ele consegue me iludir, entende? Eu acredito em cada palavra dele mas ele muda, eu não sei o que ele sente por mim. Mas eu só tenho certeza que eu estou gostando muito dele, em apenas 1 dia eu pude me apaixonar por ele.
NARRADOR:
Vick ia entrar no quarto quando ouviu a voz de Roberta, então ficou ouvindo da porta.
–Eu entendi, mas e a Vick?
–Ele disse pra mim que ele não gosta da Vick, só está com ela porque você pediu... Ele disse também que assim que eles terminarem ela vai sair pegando vários.
Vick foi revoltada para o quarto de Diego, mas ele não estava lá.
–Tá na biblioteca. -Disse Tomás.
Ela foi até a biblioteca e assim que o viu, parou de frente para ele cruzando os braços.
–Que foi?
–O que foi, Diego? Que história é essa de que assim que a gente terminar eu vou sair pegando todos? É isso que você pensa de mim?
–Desculpa, Vick, mas é isso que todo mundo pensa.
–Então por que está comigo?
Diego não respondeu.
–Ein, por que está comigo?
–POR PENA, VICK.
Diego já estava estressado por não assumir que gosta da Roberta, descontou tudo em Vick.
–Então por que não terminou?
–Por que? Porque eu queria só te comer! Assim que te comesse ia ralar.
Vick pensava "Então eu sou usada pra isso?", então saiu da biblioteca chorando e foi para o quarto chorando ainda.
Roberta e Mia perguntaram:
–O que foi?
–O Diego, aquele insensível! Ele falou que só queria me comer, que estava namorando comigo por pena.
Roberta ficou indignada, Vick podia ser o que fosse, mas tratá-la assim.. por que? Então foi para biblioteca.
POV DIEGO:
Lá estava eu, completamente irritado, raivoso e sem criatividade. Até que parece que um furacão abriu e fechou a porta, era apenas Roberta.
–Por que ein, Diego?
–O que?
–Por que você é assim? Trata uma mulher assim, a Vick pode ser uma piranha, mas tratá-la assim?
–Por que você tá se metendo? Isso é assunto entre eu e ela, você não tem nada a ver.
–Eu me meto aonde eu bem entender, eu estou indignada com você. Você tem o coração igual do seu pai, sinceramente... Pede desculpas pra Vick.
–Eu não!
Roberta pegou minha folha de papel que eu passei horas escrevendo, e ainda faltava, e ameaçou rasgar:
–Não vai pedir desculpas?
Se ela rasgasse eu ficaria mais horas e horas para escrever e não iria aproveitar o dia. Se eu desistisse de escrever, eu tomaria mais uma advertência e teria o risco de ser expulso...
–Vou, agora me dá minha folha.
POV ROBERTA:
Eu estava com muita raiva, muita raiva mesmo daquele garoto. Então, nada melhor que...
–Claro que te dou!
Deixei a folha cair de propósito e comecei a pisar e arrastar no chão.
–Ops...
Dei uma risada sarcástica e pela cara dele ele ficou super pê da vida. Ele me segurou pelos braços e começou a me chacoalhar:
–Por que você fez isso, Roberta?
–Aiii!!! Caiu da minha mão...
Ele me jogou no sofá e ficou por cima de mim...
POV DIEGO:
Joguei ela no sofá, e via aflição em seus olhos. Aqueles belos olhos, aquela boca perto da minha, não pensava em mais nada a não ser beijá-la.
Finalmente, aquela vontade que eu tô desde ontem, provar o sabor de sua boca.
POV ROBERTA:
A boca de Roberta tinha um gosto ardente, aliás, seu beijo era ardente... Deixava com fogo dentro de mim. Sua língua brigava com a minha, era um beijo apressado, mas ao mesmo tempo tão bom. Na minha cabeça passavam milhões de coisas, eu não conseguia decifrar o que meu coração estava sentindo nesse momento, mas era uma coisa boa, me deixou tão feliz. Mas eu não podia demonstrar isso de jeito nenhum.
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